domingo, 1 de janeiro de 2023
quarta-feira, 5 de dezembro de 2018
RESULTADO FINAL DO CAMPEONATO INTERCLASSE DE SILENCIO ABSOLUTO DA ESCOLA MARIA ISABEL NEVEZ BASTOS NO ANO DE 2018 PRECISAMOS DE UM TITULO MENOR
Saudações Silenciosas!
É chegada a hora de sabermos o Resultado final do Campeonato Interclasse de Silêncio Absoluto da Escola Maria Isabel Neves Bastos no ano de 2018 PRECISAMOS DE UM TITULO MENOR (respirando com dificuldades...)
FELICITAÇÕES AO 8º ANO B!!! FICARAM EM PRIMEIRO OU PRÓXIMOS DOS PRIMEIROS EM QUASE TODOS OS BIMESTRES!!! É ASSIM QUE SE FAZ, CHEGARAM QUIETINHOS, SEM FALAR NADA, E GANHARAM! (SACARAM?)
ANO QUE VEM TEM MAIS =D
sexta-feira, 29 de junho de 2018
RESULTADO SEMESTRAL DO CAMPEONATO INTERCLASSE DE SILENCIO ABSOLUTO DA ESCOLA MARIA ISABEL NEVES BASTOS DO ANO DE 2018 PRECISAMOS DE UM TITULO MENOR
(Leia com a voz do Galvão Bueno)
Bem amigos do Maria Isabel! Estamos aqui em definitivo para o RESULTADO SEMESTRAL DO CAMPEONATO INTERCLASSE DE SILENCIO ABSOLUTO DA ESCOLA MARIA ISABEL NEVES BASTOS DO ANO DE 2018 PRECISAMOS DE UM TITULO MENOR!!!
Um campeonato de silêncio que dá o que falar! (obrigado... obrigado...)
As classes foram muito bem! Tem seis salas que passaram facilmente de 40 minutos em silêncio. Isso é mais tempo que certos estudantes passam sem falar NA VIDA!
E lembrem-se, a disputa continua semestre que vem!
Bem amigos do Maria Isabel! Estamos aqui em definitivo para o RESULTADO SEMESTRAL DO CAMPEONATO INTERCLASSE DE SILENCIO ABSOLUTO DA ESCOLA MARIA ISABEL NEVES BASTOS DO ANO DE 2018 PRECISAMOS DE UM TITULO MENOR!!!
Um campeonato de silêncio que dá o que falar! (obrigado... obrigado...)
As classes foram muito bem! Tem seis salas que passaram facilmente de 40 minutos em silêncio. Isso é mais tempo que certos estudantes passam sem falar NA VIDA!
E lembrem-se, a disputa continua semestre que vem!
sábado, 24 de fevereiro de 2018
Dia Nacional do RPG!
Saudações RPGisticas!
Hoje (24\02) comemoramos o Dia Nacional do RPG, nosso querido Hobby.
A data foi escolhida em função do aniversário do grande Douglas Quintas Reis, um dos editores da Devir Livraria e tradutor de grandes títulos do RPG mundial para o Português.
Como participar dessa festa? Do mesmo jeito de sempre: Reúna seus companheiros de aventura e joguem nesse sábado. Para ajudar, tive uma pequena ideia...
Apresente essa mensagem abaixo para seu Mestre durante a sessão de jogo e ganhe um acerto (não crítico) em qualquer rolagem.
Também deem uma olhada na Fanpage do Dia nacional do RPG clicando na Imagem abaixo! Vamos fazer esse feriado cheio de fantasia bombar!
Feliz dia Nacional do RPG
Hoje (24\02) comemoramos o Dia Nacional do RPG, nosso querido Hobby.
A data foi escolhida em função do aniversário do grande Douglas Quintas Reis, um dos editores da Devir Livraria e tradutor de grandes títulos do RPG mundial para o Português.
Como participar dessa festa? Do mesmo jeito de sempre: Reúna seus companheiros de aventura e joguem nesse sábado. Para ajudar, tive uma pequena ideia...
Apresente essa mensagem abaixo para seu Mestre durante a sessão de jogo e ganhe um acerto (não crítico) em qualquer rolagem.
Também deem uma olhada na Fanpage do Dia nacional do RPG clicando na Imagem abaixo! Vamos fazer esse feriado cheio de fantasia bombar!
Feliz dia Nacional do RPG
quarta-feira, 24 de janeiro de 2018
Campanha de RPG: Expedição a Ilha Kroa. CAPÍTULO 16: Emeraldine
PROLOGO: Conversa de EstalagemCAPÍTULO 1: Heróis Improváveis.
CAPÍTULO 2: Capitão Harub!
CAPÍTULO 3: A partida do Porto!
CAPÍTULO 4: Luta ou dança?
CAPÍTULO 5: O ataque dos Kobolds!
CAPÍTULO 6: A entrada para o Quadrilátero da Névoa!
CAPÍTULO 7: Duelo em alto-mar! Harub vs Edgard!
CAPÍTULO 8: Espólios
CAPÍTULO 9: O segredo do Capitão Harub
CAPÍTULO 10: Explorações e descobertas
CAPÍTULO 11: Combate na vila élfica!
CAPÍTULO 12: Novos companheiros, novas jornadas.
CAPÍTULO 13: A Fortaleza Flutuante
CAPÍTULO 14: Luta nas cavernas, Luta na floresta
CAPÍTULO 15: Entre Dragoas
Leia todos os capítulos publicados também no Wattpad clicando AQUI
Capítulo 16: Emeraldine
Os heróis seguem pela caverna. Atravessam o riacho e
observam o salão uma ultima vez.
-E as criaturas? Não vão nos atacar na volta? – Indaga
Caliel.
-Dificilmente. Já conhecem nosso cheio e não vão nos
considerar inimigos. – Renk afirma com voz grave.
-O que foi, grande guerreiro? – Luna cutuca as costelas do
meio-elfo, irônica – Preferia um combate até a morte?
-Eles não queriam mais lutar. Não existe dignidade nisso...
– Vamos em frente! E em silencio absoluto. Se o dragão estiver a frente, pode
nos perceber independente do cheiro. Eles tem uma
audição incrível. – Renk e
Harub ficam a frente e avançam.
O corredor da caverna se inclinava para cima, suavemente.
Por alguns minutos, a única luz era a das tochas.
-Queria um anão aqui agora para nos dar as direções, isso é
perigoso. Não acredito que minha mãe passou por aqui anos atrás. Como ela
passou pelos monstros?
-Talvez ela fosse uma pessoa muito feroz. – murmura Renk.
- Ou uma pacifista que evitou todos os conflitos. – ironizou
Luna.
- Acho que fico com sua opinião, sacerdotisa. – Harub sorri
e menea a cabeça – Logo saberei o que acontece...
A afirmação do canita é interromepida pelo aceno súbito de
Renk, para que todos parassem. Mais a frente, uma luz esverdeada brilhava
adiante.
Com cautela, os heróis se aproximaram e percebem que o
corredor a frente estava completamente cristalizado.
-Impressionante. A natureza desse mundo é incrível! –
Comenta Karin, ao tocar um dos cristais.
-Acho que não são cristais naturais, minha cara. – Renk
passa a mão sobre um dos cristais, tirando a poeira.
Revelando o rosto de um orc! Os cristais estavam repletos de
orcs! Congelados para sempre dentro dos cristais na posição em que morreram.
-Que tipo de monstro faria isso? – Luna tenta contar os
mortos, mas desiste.
-Do tipo que defende seus territórios. – A voz estrondosa
vibra o corredor, os heróis ficam em posição de ataque.
-Posso mata-los com meu sopro dessa distancia. Mas não é
minha intenção. Venham. Tenho algo a discutir com vocês.
-Será ele? Será o Dragão? – Harub olha atônito para Caliel.
-Não saberia dizer. Nunca nos comunicamos com ele. Somente
respeitamos seus territórios e ouvimos boatos dos outros habitantes da ilha.
-Vamos. Já fomos descobertos mesmo. – Renk avança pelo
corredor em direção ao desafio.
A caverna se abre para um imenso salão. O teto da caverna
estava a mais de metros de altura. Água
corrente escorregava por um buraco no topo, formando lagos e cachoeiras.
-Nesses últimos tempos tenho recebido muitas visitas. – a
agua de um dos lagos começa a transbordar – Mas acredito que vocês tenham uma
intenção um tanto diferente dos últimos visitantes. Pois bem, vamos começar
então!
De dentro do lago, asas poderosas surgem. O torso imenso sai
revelando a gigantesca criatura.
-EU SOU EMERALDINE. SOU O REI DESSA ILHA! DIGAM A QUE VIERAM
E, POR LENA, SE SUA TROCA FOR EQUIVALENTE, SEU DESEJO SERÁ ATENDIDO.
-LENA??? – Renk observa a criatura assombrada – Como pode
ser devoto de Lena no meio desse cemitério!?!
-Cemitério é um termo forte, guerreiro. – Emeraldine mostra
os dentes – Tenha mais respeito.
-Eu cuido disso. – Luna levanta a voz – Nós viemos aqui para
resgatar uma pessoa que foi injustamente amaldiçoada. Precisamos saber o que
nós temos a lhe oferecer em troca do balsamo.
-Claro que vocês tem algo a me oferecer. A vida é a mais
valiosa das moedas. Desejam restaurar uma maldição? Então entreguem uma vida
que esta maldição poderá ser retirada. – O Dragão ergue as asas em postura
majestosa.
-Como você OUSA evocar Lena em seu nome, Dragão! A vida não
pode ser barganhada assim! – Luna se coloca a frente do grupo.
-Claro que a vida pode ser negociada! Vidas findadas sempre
podem ser restauradas, mas não sem o sacrifício feito por uma pessoa abnegada.
Muitos vieram aqui em busca de cura para enfermos terminais. Estes enfermos
saíram daqui salvos, os seus salvadores ficam aqui, mortos. A vida é finita.
Não concorda pequena?
-Mas findar uma vida em detrimento de outra é injusto! –
Luna está inconformada. Como Lena permitia tal coisa? Por que Lena concedia
tamanho poder a ele?
-Não quando se faz por amor, pequena. Veja o canita ao seu
lado. Eu me lembro dele. A mãe dele o salvou aqui mesmo, anos atrás.
-Você...pegou a vida de minha mãe! – Harub rosna para a
gigantesca criatura.
-Não peguei nada. Ela ME ENTREGOU a longa vida dela para
aumentar a SUA. Alguém morreria naquele dia. Ela decidiu que não seria você,
por amor. Veja. Ela estava serena até o fim.
O Dragão aponta para um canto da caverna, onde vários
cristais estão perfilados. Ali Harub vê sua mãe, encerrada em um grande cristal
esverdeado. O canita corre na direção de sua amada progenitora e se choca
contra a parede esverdeada. Sua mãe estava em pé, com as mãos juntas, em prece.
-Mamãe... eu fiz o melhor que pude da vida que me deu... eu
juro.... – Harub cai de joelhos perante o tumulo cristalino de sua mãe.
-Viu pequena? – Eu não encerro vidas. Eu somente as
reposiciono mediante a vontade das pessoas em salvar vidas. – A criatura mostra
os dentes, aparentemente sorrindo.
-Então traga minha vila de volta a vida, Dragão! – Caliel se
aproxima do monstro – Você pode levar minha vida!
-Não seja tola, pequena elfa. Sua energia vital não bastaria
para erguer mais que uma pessoa. Quanto mais uma vila inteira. Guarde sua vida
para si. Acredito que a negociação é com a pequena sacerdotisa. – O Dragão se
volta para Luna - Então? Como será? Vai retirar sua vida para salvar o seu
amaldiçoado amigo?
Luna dá um passo a frente. Sua vida era sagrada. Mas jurou
proteger a todos em primeiro lugar!
Talvez esse fosse seu destino. Ela avança
em direção ao Dragão e estende o braço.
Que é segurado por Renk.
-Um momento! Tem algo que não entendo aqui. – Renk se coloca
a frente de Luna – Eu encontrei um grupos de orcs que disse que voltavam a
vida? Eles não trabalham para você? – Renk lembrava-se das palavras de Orunas e
de sua confiança. Um dragão mentindo não era novidade, o monstro podia só estar
“brincando com a comida”. Mas os instintos de Renk não falhariam. Tinha
observado algo que poderia salva-los.
- Você está seriamente ferido, não é Emeraldine? Seu torso
imerso na água deve estar bem machucado para você não se levantar
completamente. Também lutamos contra eles. Acho que temos um inimigo comum para
adicionarmos na “barganha” – Renk olha para Luna, que ainda está atônita com a
situação. – Ele pode ser devoto de sua Deusa, mas não deve ter os mesmos
juramentos. Temos alguma chance antes de você se jogar a um sacrifício cego.
- Então você os encontrou... – rosna o Dragão – São orcs de um humano chamado Zanzer Ten.
Ele veio a minha ilha a algumas semanas e negociou a ressureição de um de seus
tenentes. Seu olhos eram, cobiçosos. Ele entendeu como o balsamo funcionava,
observando apenas uma vez. A poucas semanas ele retornou e atacou. Estava
interessado no meu tesouro e nos lutamos algumas vezes. Porém ele possuía uma
quantidade perigosa de servos elfos negros, que roubaram meus pertences e
algo... importante para mim.
-Ele roubou o que faz o balsamo funcionar, não é? – Conclui
Renk. A criatura levanta o pescoço, surpresa.
-Realmente, vocês pequenos são surpreendentes. Sim, ele me
roubou. Mas ainda posso usar o poder do balsamo uma vez, antes que finde...a
minha vida.
Todos ficam surpresos, o Dragão se levanta completamente,
revelando uma cicatriz horrenda, que cruzava seu peitoral.
-Apesar dessas águas serem curativas, me resta apenas algum
tempo. Eu...sempre amei essa ilha. Nela se encerram espécies tão variadas!
Elfos da floresta, antigos dinossauros, até mesmo minhas queridas dragoas, que
amansei lhes ofertando ovos de asas. Elas logo devem perceber a situação e
virão até mim.
-Emeraldine, lhe faço então uma proposta de barganha! – Renk
sobe em uma pedra e fica cara-a-cara com o monstro. – Se em seu coração pulsa a
piedade, faça uma ultima troca: Entregue SUA vida pelo balsamo e pelas vidas
dos caídos nessa guerra! E EU JURO, que Zanzer Ten receberá todo o peso de sua
VINGANÇA! Quem você salvará com o balsamo é o arauto da Vingança! Sou Renk de
Anthar, devoto do grande Deus da Guerra e meu pai é Tamis de Anthar, o Senhor
da Vingança Elfica!
Os olhos do Dragão brilham em um instante de excitação.
-Entendo...Você é de uma família de seres que possuem A
Centelha. Em toda minha existência, nunca ví um de seu tipo.
A criatura sai do lago e fica em pé sob as duas patas
traseiras. Sua cabeça quase toca o teto.
- POIS BEM RENK DE ANTHAR! ENTREGAREI MINHA VIDA A SUA
CAUSA! RECEBERÁ O ULTIMO BALSAMO PRODUZIDO NA ILHA KROA!
Luna estava estática. Algo em sua fé estava abalada.
A fonte onde o Dragão começa a brilhar.
-VEJA SACERDOTISA! A FORÇA VITAL SE ACUMULA NESSAS ÁGUAS!
NESTE LOCAL REPOUSAVA O CORPO DE MEU MESTRE MACASTRAEL, O MAIS PODEROSO
SACERDOTE DE LENA QUE CONHECI! SEU CORPO ERA TÃO PODEROSO QUE SERVIA DE
CATALIZADOR PARA AS TROCAS! POREM ESSAS ÁGUAS PODEM FAZE-LO UMA ULTIMA VEZ!!!!
O lago explode em luz, ofuscando a todos.
Quando a vista dos heróis melhora, o lago está repleto de
pequenos cristais. Emeraldine jaz caído ao lado.
-EMERALDINE!!! – Luna corre na direção do enorme dragão e
posta suas mãos no rosto da criatura, entonando um mantra de cura.
-Você... é insistente. – Os olhos do Dragão sorriem francamente
– Isso me lembra quando era um filhote e mestre Macastrael cuidava de minhas
feridas.
-Não morra! Não precisa ser assim. Não é uma morte natural,
não deve acontecer!!! – Luna chorava enquanto entonava as preces.
-O mundo não é como Lena deseja, pequena. Mas não desista de
torna-lo como nossa Deusa sonha. E enquanto a você, Renk de Anthar... –
Emeraldine olha para o meio-elfo – Faça valer seu juramento.
Os cristais são
suficientes para os elfos da vila, o maior e mais azulado é para seu pai. Só
precisa tocar-los com eles.
-Eu não falharei! – Renk entendia que eram os momentos
finais do monstro, não iria macula-lo com bajulação.
Súbito, varias criaturas aladas pousam dentro da caverna.
São humanoides reptilianos com asas de couro e armas primitivas. Entre elas
estava Smash!
-Caramba! Vocês venceram o dragão!!! Nem deu tempo de
ajudar...vacilei! – Comenta o meio-elfo enquanto todos o observavam atônitos!
As dragoas correm até o dragão, gritando e chorando.
-Minhas pequenas guerreiras. Vinguem seu senhor. Façam a
vingança.... junto com esses heróis....
-AGUENTE! POR LENA! AGUENTE!! – Luna esgotara todas as
magias de cura que tinha, só lhe
restava gritar.
-Sacerdotisa...o corpo de meu mestre...precisa...de.........paz..........
Os olhos gigantes da criatura perdem o brilho e
se fecham. Emeraldine, o dragão de Kroa, está morto.terça-feira, 23 de janeiro de 2018
Quem é você em um mundo de fantasia!
Saudações Rpgisticas.
Fiz essa tabela para o Grupo do Old Dragon no Facebook e resolvi compartilhar com vocês.
Divirtam-se descobrindo sua identidade em um mundo de fantasia =D
Fiz essa tabela para o Grupo do Old Dragon no Facebook e resolvi compartilhar com vocês.
Divirtam-se descobrindo sua identidade em um mundo de fantasia =D
quarta-feira, 27 de dezembro de 2017
Campanha de RPG: Expedição a Ilha Kroa. CAPÍTULO 15: Entre dragoas
PROLOGO: Conversa de EstalagemCAPÍTULO 1: Heróis Improváveis.
CAPÍTULO 2: Capitão Harub!
CAPÍTULO 3: A partida do Porto!
CAPÍTULO 4: Luta ou dança?
CAPÍTULO 5: O ataque dos Kobolds!
CAPÍTULO 6: A entrada para o Quadrilátero da Névoa!
CAPÍTULO 7: Duelo em alto-mar! Harub vs Edgard!
CAPÍTULO 8: Espólios
CAPÍTULO 9: O segredo do Capitão Harub
CAPÍTULO 10: Explorações e descobertas
CAPÍTULO 11: Combate na vila élfica!
CAPÍTULO 12: Novos companheiros, novas jornadas.
CAPÍTULO 13: A Fortaleza Flutuante
CAPÍTULO 14: Luta nas cavernas, Luta na floresta
Leia todos os capítulos publicados também no Wattpad clicando AQUI
Smash acorda em uma grande cabana, sob um cobertor de pele.
O cheiro forte de couro invade seu olfato e o deixa um pouco enjoado.
-Onde estou? Que tipo de cabana de bárbaros é essa? – O meio-elfo
observa a “coleção” da cabana: Cabeças de animais e carapaças enfeitavam toda a
parede circular da residência. Toda a sorte de predadores. Cascos blindados e
espinhosos. Chifres e presas. Ao centro, uma fogueira crepita dentro do crânio
de um Tiranossauro!
-Preciso sair daqui. Avisar os outros sobre a fortaleza e o
dragão!. – Apesar da tentação de revistar em busca de tesouros, tinha que
pensar de modo prioritário. Estava apenas de calças, sem nenhum equipamento.
Sentia que o veneno perdera o efeito, mas o cansaço era terrível. Teria que
improvisar.
Ele vai até a única saída e espia.
Ao puxar a pele de animal que servia de porta para a cabana,
Smash viu a real natureza do local onde estava.
-Uma vila sob arvores gigantes... muito bem camuflada. Vai
ser dureza escapar. Vou precisar de minhas coisas. –Pondera o meio-eflo.
Nas sombras, uma voz sibilante responde.
-Obrigado pelo elogio, caçador-solitário. Vejo que nossa
drogadora conseguiu te colocar em pé bem rápido. Fico satisfeita. Tenho algumas
perguntas a lhe fazer!
Do canto da cabana, surge uma estranha figura. Não tinha
mais que um metro e meio de altura. Seu corpo esguio e seus seios a mostra
indicavam que era uma femea. Porém, a semelhança com os mamíferos acabava ali:
sua pele era recoberta de finas escamas verde oliva; sua cabeça era como a de
um réptil, com um focinho longo; uma crina vermelha adornava a cabeça; em suas
costas, um par de estranhas asas estava retraído, caindo sobre os ombros como
uma capa.
-Uma dragoa-caçadora. – Smash conclui em pensamento – A raça
das dragoas era famosa por sua ferocidade e sede de sangue. Seu complexo código
de honra, que as induzia a lutar sempre contra oponentes poderosos
garantiu-lhes o título de espécie mais corajosa e espécie em extinção. Várias
vezes se jogaram em guerras contra espécies mais numerosas e superiores
belicamentes e morreram.
Porém sempre carregam com orgulho a convicção que não
possuem medo de nenhum ser.
Escravistas por motivos rituais, as dragoas aprisionam
outras espécies mais fracas para exibil-las em suas cabanas como troféus vivos.
Os inimigos mais fortes são mortos e suas carcaças também são exibidas.
Smash não queria ser parte de nenhum desses enfeites.
A dragoa se
aproximou. Carregava a cabeça decepada de Kali.
-Essa era uma das fêmeas de negro que você matou. Eu estava
caçando nas proximidades e vi a luta.
Sua astúcia me impressionou. A covardia
delas também. Um verdadeiro guerreiro não usa veneno.
Nossa drogadora disse que
era bem potente. Você teve sorte também.
- Eu fui pego desprevenido pelo veneno, falha minha. – Smash
admitiu.
- O que elas eram, exatamente? – A dragoa levantou a cabeça
e a encarou, fascinada – parecem como os elfos que habitam o norte da ilha.
-Eram elfas negras. São de uma espécie subterrânea de elfos.
– Smash tentava ser cuidadoso com as palavras. Um descuido ali seria suicídio.
- Já vi elfos
lutando antes. Essas elfas negras eram bem brutais. – A dragoa solta um chiado. Smash entendeu
como um riso sarcástico. – Existem outras? Estão junto com os pele verde da
rocha voadora?
-Sim, elas acompanham os orcs e a fortaleza voadora.
Provavelmente existem mais deles. – Smash sorri – Essa eram apenas jovens.
Precisa ver o quanto os adultos podem ser brutais.
-Interessante mesmo! Quero uma cabeça de elfo negro na minha
toca! Venha, deixei suas coisas ali. – Smash se levantou e apontou para a
cabeça de Kali.
-Gostaria de ficar com essa ai? Seria um agradecimento por
curar minhas feridas – Smash ve a face da dragoa se esticar de raiva. A crina da
dragoa abaixa e ela começa a rosnar.
-VOCE ACHA QUE NAO CONSIGO PEGAR UM DESSES MACACOS DE
ORELHAS LONGAS??? – Ela joga a cabeça com tanta força que se espatifa em um
canto da cabana. Smash percebe que cometeu uma gafe.
-POIS BEM, ACEITO O DESAFIO! – A guerreira pegou uma lança
de madeira com ponteira de osso e foi em direção a entrada da cabana - Venha,
vamos até cabana da Drogadora, lá você receberá seu presente também. Não trouxe
você aqui por causa de presentes. Quero caçar o que você caça! Mas agora você
está em meu mundo. Te darei algo para equilibrar a situação
***
-Está tudo pronto? Ele será capaz de fazer a união?
Das sombras surge uma Dragoa de pele verde e tigrada. Ela
entrega um cesto para sua líder de modo respeitoso.
-Sim...é forte e valente.
- Gosta de correr rápido, caçador solitário. Que
tal.... – Ela tira de dentro de um cesto um ovo. – Voar?
- É uma coisa bem bacana, isso ai... – Smash observou
que a cor do ovo lembrava a cor das asas – Não queria brigar ao entregar a cabeça de
meu inimigo abatido. Foi um ato de gratidão por ter salvo minha vida.
- Mostre sua gratidão caçando ao nosso lado. Aceite a
união. Poderá voar
- Vamos. – Disse Smash de modo resoluto. A dragoa admirou a
determinação do meio-elfo.
- Ótimo. Assim verá o mundo como nós.
Ela vira de costas e estende as asas. Eram de um couro fino.
Era possível ver as veias entre a película que sustentaria a dragoa no ar.
Entre as homplatas, havia uma espécie de inseto, um gigantesco besouro, preso
na carne dela.
-Será livre do solo. Os céus serão sua morada, como o Dragão
Verde que reina nas montanhas da ilha e nos presenteou com os ovos-de-asas. Com
eles, nos um dia caçaremos o grande dragão e mostraremos nossa gratidão.
Smash fica no centro da cabana, com os braços amarrados e
suspensos no forro da mesma.
A sua frente, a Dragoa-caçadora deixa o ovo em um cesto.
-A União funciona assim: Você ficará sozinho com o ovo, em
meditação. Pense em coisas como liberdade e possibilidades de alcança-las.
Dentro do ovo existe um Ser. Ele é muito tímido e você deve chama-lo para fora.
Se conseguir fazer o acordo com ele, a União será realizada.
As Dragoas saem. O silencio cai sobre a cabana.
-Preciso fazer isso logo. – Pensa o meio-elfo – o pessoal já
deve ter dado por minha falta. Esse par de asas virá a calhar...
-Não sou apenas “um par de asas”. Vai me usar como uma
ferramenta?
-Então... vc é o ovo? – Smash ouviu o som da criatura dentro
de sua mente – Incrível... e sua voz estará sempre assim na minha cabeça?
-Por que me uniria a você, humano? As dragoas são os seres
mais corajosos desse mundo. Me unir a uma delas seria muito mais vantajoso.
-Eu tenho algo além de coragem, pequeno ovo. – Smash pensa
sarcástico
-Não me chame de ovo! Sou as asas daqueles que desejam
ascender aos céus!
-Então vamos! Acha que essa ilha esquecida é o único lugar
do mundo? ? ? Eu, um simples humano, já ví batalhas brutais, mares tempestuosos
e muitas maravilhas! Aqui você voará sobre arvores, e só! Vamos voar sobre as
capitais dos reinos! Campos de batalha! Dentro de tavernas!!!
-Eu...tenho medo.
-MEDO? Você estará com Smash Toon. Juntos, construiremos a
sua coragem!
Silencio. Vazio e absoluto.
- Será que ele desist...
O ovo se rompe em uma explosão psíquica.
A criatura salta de dentro e escorrega para as costas de
Smash.
Nesse momento, tudo muda para o meio-elfo.
Nervos afiados atravessam a pele e se alojam em sua coluna.
Veias se conectam, bombeando sangue de seu corpo para a criatura.
-Você será meu alimento! Me mostrará o mundo que diz existir
além da ilha!! Me mostrará coragem!
-V-Você será as minhas asas. Não tenha medo! Pode pegar todo
sangue que precisar! Juntos vamos abalar esse mundo!
Smash sente seu coração palpitando pela perda de sangue.
Sentia um adormecimento. Ao mesmo tempo, outra mente se integrava a sua. Uma
mente cheia de memorias. Memoria de tempos longínquos, cheios de criaturas
titânicas e medo, muito medo. Eram as memorias ancestrais do ovo se mesclando
as suas.
-N-Não esqueça, Sr. Ovo.... Eu sou o capitão desse barco! –
Smash sentia uma perigosa supremacia mental da criatura. Podia perder a mente
se não isolasse sua personalidade.
-Eu estarei sempre aqui, em silencio. Estou ansioso para
conhecer o mundo, Smash!
-Vamos nessa então, irmãozinho!!!
As asas brotam da criatura. Formam couro, ossos ocos e
músculos poderosos. A criatura se ajeita pela ultima vez. Agora ficaria naquela
posição por toda sua vida.
A União estava feita.
***
-Como acha que foi a cerimonia, drogadora? – A líder das
Dragoas estava preocupada. Já se passaram algumas horas.
-Sempre com pressa, não é mesmo Mazula? Pressa para que ele
fosse curado do envenenamento e agora pressa para que ele voe. O que viu nele?
-Um caçador como nós. A Serpente queima forte em seu
coração. Quero ver a coragem desse humano contra mais seres. Ele também pode
nos levar a caçadas aos tais elfos negros e aos peles-verdes.
Nisso, ouve-se o lufar de asas dentro da cabana. Drogadora e
Mazula correm até lá e veem Smash jogado no chão, com suas recém nascidas asas
abertas, se movendo.
-Incrível... as asas já estão maduras! – Mazula toca no
couro resistente.
-Ele é maior e tem mais sangue, por isso ficaram prontas bem
rápido. – Emenda a Drogadora.
-Cara... que viagem...- Smash se levanta. Era como se o
mundo ganhasse outra dimensão, mais alta. Se sentia desconfortável com os pes
no chão... queria voar.
-Caçador solitário. Você é um dos nossos agora. Deve seguir
nossas tradições enquanto estiver aqui. Pegamos as coisas das elfas e fizemos
uma armadura para você. Usar o corpo abatido do inimigo é sinal de respeito e
força. Não se preocupe. Sua aparência pouco mudou. realmente
ajustar os furos da armadura nas costas.
-A não ser que não se importe com a cor dos cabelos. Que
efeito interessante – Comenta a Drogadora, tocando nos cabelos de Smash, agora
completamente brancos!
-SR. OVO! SACANAGEM!!!
-Precisava de energia. Não iria tirar de partes vitais!
-CARA! VACILO SEU! ISSO VOLTA?
-Volta sim, e só se alimentar que aos poucos volta.
Nisso varias dragoas chegam voando.
-Senhora Mazula! Vimos o grande Dragão ser abatido pela rocha
flutuante!
-COMO ISSO É POSSÍVEL! - A líder dragoa se volta para Smash.
– Ele seria NOSSA presa! A rocha voadora e seus peles verde pagarão! Vamos até
a toca do Dragão e pegaremos esses malditos ladroes de caça!
-MINHAS IRMÃS! PREPAREM-SE PARA A GUERRA!
Smash salta da plataforma e estende as asas, que o
impulsionam para cima. Logo a floresta se torna um tapete verde sob sua visão.
Esta tão rápido que não consegue usar o olhos, devido ao vento. Mas os olhos do
Simbionte funcionam, lhe conferindo visão perfeita.
-Estamos chegando pessoal! He he... o Renk vai ter uma
surpresa!
domingo, 10 de dezembro de 2017
CAMPEONATO DE SILÊNCIO 2017: RESULTADO FINAL
Eis o resultado final do Campeonato Interclasse de Silêncio Absoluto da Escola Maria Isabel Neves Bastos ano 2017!
PARABÉNS AO 7ºA PELA SILENCIOSA ATUAÇÃO. SE PREPAREM PARA O ANO QUE VEM!
PARABÉNS AO 7ºA PELA SILENCIOSA ATUAÇÃO. SE PREPAREM PARA O ANO QUE VEM!
domingo, 8 de outubro de 2017
Campanha de RPG: Expedição a Ilha Kroa. CAPÍTULO 14: Luta nas cavernas, Luta na floresta
PROLOGO: Conversa de EstalagemCAPÍTULO 1: Heróis Improváveis.
CAPÍTULO 2: Capitão Harub!
CAPÍTULO 3: A partida do Porto!
CAPÍTULO 4: Luta ou dança?
CAPÍTULO 5: O ataque dos Kobolds!
CAPÍTULO 6: A entrada para o Quadrilátero da Névoa!
CAPÍTULO 7: Duelo em alto-mar! Harub vs Edgard!
CAPÍTULO 8: Espólios
CAPÍTULO 9: O segredo do Capitão Harub
CAPÍTULO 10: Explorações e descobertas
CAPÍTULO 11: Combate na vila élfica!
CAPÍTULO 12: Novos companheiros, novas jornadas.
CAPÍTULO 13: A Fortaleza Flutuante
CAPÍTULO 14: Luta nas cavernas, Luta na floresta
O grupo entra pela passagem. O som de água fica mais nítido. A medida que avançam o ambiente fica mais e mais claro! Gigantescos cogumelos florescentes iluminam o ambiente. A caverna se abre em um grande salão. Um riacho corre ao fundo e, do outro lado, várias entradas. É um local imenso, mas nem sinal do Dragão.
O grupo entra pela passagem. O som de água fica mais nítido. A medida que avançam o ambiente fica mais e mais claro! Gigantescos cogumelos florescentes iluminam o ambiente. A caverna se abre em um grande salão. Um riacho corre ao fundo e, do outro lado, várias entradas. É um local imenso, mas nem sinal do Dragão.
-Nenhum rastro da fera. – Aponta Caliel para o solo. – e
imaginar que minha comunidade sempre evitou a região. Foi fácil entrar!
-Facil até demais. – Renk estava plenamente alerta. – Não
fiquem confiantes demais. Cometer erros contra dragões é cavar a própria sepultura
Harub fareja o ar atenciosamente.
-Este cheio... é de agua salgada do mar! Como pode? Aquele
riacho pode estar ligado ao mar pelas cavernas! Impressionante.
-A criatura poderia então sair pela água com tranquilidade.
Parece fundo o bastante. Devemos...
Renk é interrompido por um movimento na água! Duas criaturas
saem do riacho guinchando!
-São Chuuls! Essas coisas habitam o litoral! Devem ter
subido pelas cavernas.
-Sinto a agressividade, estão protegendo território! Vão
atacar! – Luna adverte.
Karim e Renk avançam sobre as criaturas. Elas parecem
furiosas com a presença dos heróis e levantam as garras ameaçadoras.
-São imensos! Quase do tamanho de um cavalo! – Comenta Renk
empolgado. Lutar contra criaturas é um desafio que aumenta o apetite do
meio-elfo por pelejas.
Karim estuda a criatura a sua frente. Suas laminas
conseguiram perfurar a carapaça duríssima dos monstros?
Caliel e Luna correm em direção de um dos cogumelos
gigantes. A elfa apruma o arco. Amaldiçoa a si mesmo por usar um arco orc, mas
era o que tinha disponível. Os monstros receberiam sua frustração pelas
flechas.
Luna fica a retaguarda de Renk. Da ultima vez, o meio-elfo
quase morreu. Era preciso ficar vigilante
Harub saca a pistola e atira na criatura. A bala acerta a
garra e resvala.
-Duro como pedra! Cuidado, todos vocês! Esses bichos estão
fora de seu ambiente, devem estar loucos de ódio!
A criatura a frente de Harub golpeia com a garra. O impacto
no solo racha o chão!
O outro monstro começa a escavar o solo com as poderosas
garras. E do chão extrai uma rocha imensa, quase do seu tamanho!
-Ele vai joga-la! Protejam-se! – Grita Karim, enquanto
avança.
A rocha voa em direção aos heróis, Renk olha para trás
-Pode acertar a Caliel...droga! – O meio-elfo mantem a
posição e recebe o impacto da rocha, que o joga para trás.
Harub salta para frente e fica de cara com a criatura.
Aponta o sabre para o monstro:
- Venha monstro! Meu sabre precisa desenferrujar um pouco!
Caliel estava prestes a lançar uma flecha quando estilhaços
da rocha a atingem. A flecha que estava aprumada no arco voa para o alto e se
perde no fundo da caverna.
- São bem inteligentes...pressentiram que iria atirar!
Assim que Harub se coloca na frente do Chull, este corre em
direção a Renk, ainda caído! Quase que o Canita é atropelado!
-DROGA! – O meio-elfo cruza os braços sobre o rosto.
A martelada da garra o acerta em cheio. Estilhaços de rocha
voam com o impacto!
Luna vai em direção a Renk para prestar auxilio. O colega
está em apuros!
Karim saca a espada, tentando se colocar entre o monstro e
os demais companheiros.
O Chull que lançou a rocha para rosnando na frente da
Shinigami. Tenta golpea-la com suas potentes garras, mas erra
-Ele é bem forte, mas lento. Devo ser cautelosa! – Conclui a
Shinigami.
O monstro golpeia novamente, a garra desce sobre o
meio-elfo.
Era o momento de reagir.
Renk larga a espada e segura o golpe com as duas mãos!
-Você.... não vai ter .... outra chance! – O meio-elfo desvia
da garra e rola, pegando novamente a espada!
-SUA LAGOSTA INFELIZ! TOME ISSO!!!
Um relâmpago sai da ponta da arma, atravessando o monstro e
partindo em direção do outro Chull, que também é atingido!
-Agora vi serviço, mestre meio-elfo! – Harub golpeia uma das
pernas da criatura, arrancando carapaça e sangue.
Luna se aproxima de Renk e inicia uma magia de cura
-Seu louco! E se ele golpeasse com as duas garras? Voce não
teria como esquivar!
-Eu... dou conta! – Renk estava ofegante. Apesar da magia
curar suas feridas rapidamente, o movimento fora muito mais cansativo do que
parecia. Era como se a espada tivesse sugado mais energia do que de costume.
O Chull a frente de Renk recua guinchando. O ataque o feriu,
mas parece que tem algo a mais.
-A...minha tocha? – Luna observa como o monstro encara a
tocha com atenção a medida que recua – Ele... TEM MEDO DE FOGO!
O monstro a frente de Karim golpeia novamente. A Shinigami
desvia do golpe com agilidade, golpeando o flanco do monstro. Os golpes não
parecem surtir muito efeito.
Caliel fica estática. Já caçou varias vezes com seu povo,
mas nunca tinha visto tamanha improvisação e trabalho em equipe ao mesmo tempo!
Queria engajar no combate, mas como?
Renk se desloca para a lateral de guarda fechada, dando
espaço para Luna.
- Sua vez Luna! Faça sua luta! – Se a criatura se movesse
para atacar a sacerdotisa, o meio-elfo seria impiedoso.
Caliel sai do esconderijo e puxa a corda do arco. As
criaturas receberiam um tiro inesquecível.
O Chull recua, mas ainda tenta golpear Luna, que segura uma
tocha na mão enquanto faz uma prece.
-Que a luz da paz brilhe sobre os aflitos! SANTUÁRIO! - Uma aura protetora brilha sobre a
sacerdotisa. As criaturas recuam com as garras para cima.
Agora! Karim, Caliel! – Luna sabia que os monstros não
ficariam inertes por muito tempo
- Peguem isso! – Caliel dispara. A flecha cruza a caverna e
passa pela tocha, retirando preciosas labaredas, deixando o projetil
incandescente! Ao cair, o chão começa a pegar fogo!
- O chão está cheio de guano e turfa inflamável! Onde cair
chamas, terá fogo! – A elfa estava surpresa com a percepção dos companheiros.
Eles rapidamente mudaram o foco da luta para uma captura. Então, ela também se
adaptaria.
Karim pega outra tocha e começa a tocar os Chulls. Agora
estavam bem juntos. Será que Luna conseguirá amansa-los?
Capitão Harub acende outra tocha e corre para o lado oposto.
Assim as criaturas ficariam quase cercadas!
Os heróis ficam de prontidão para a tentativa de Luna.
Qualquer movimento seria retaliado.
Uma das criaturas tenta fugir, mas Harub sacode uma das
tochas e espanta ela para o centro da armadilha
- Vocês não estão em seu território. Foram trazidos aqui,
não é? Não precisam temer o fogo ou nós.
A aura da sacerdotisa iluminava seu corpo. Todos na caverna
sentiam menos agressividade. Esse é o real poder dos Clerigos de Lena, o poder de
acalmar as emoções para preservar a vida.
As criaturas abaixam as garras. Elas se renderam.
-Não são totalmente ignorantes, mas podem se assustar fácil,
mantenham só uma tocha acesa! – Os heróis apagam as tochas, mantendo apenas a
da sacerdotisa.
-Não acredito que conseguimos doma-los! – Renk observa os
monstros andando pela caverna, mascando fungos recolhidos do chão.
-Não estão domados. Somos apenas bem-vindos enquanto não
fizermos nada agressivo, ouviu Sr. Guerreiro? – Luna belisca a bochecha do
meio-elfo.
-S-Sim! Devemos continuar! Para onde vamos? Tem varias
entradas não? – Renk observa as passagens após o riacho.
- O vento sopra da passagem da direita. – Caliel pondera
enquanto cruza o riacho com um salto.
- Sinto algo mórbido na passagem do centro. – Karim comenta
enquanto avança.
- Sinto cheio de confusão em qualquer passagem! – Capitão
Harub ironiza.
***
KALI salta para uma arvore e saca um arco. Apruma DUAS
flechas na arma e mira cuidadosamente.
-Vamos mestiço. Dance com minha irmã! – Diz a elfa-negra,
bem humorada.
-Uma vai ficar me espetando enquanto a outra ataca – Conclui
Smash. Vai ser um duelo injusto...
O meio-elfo não tem tempo de concluir o pensamento. De
repente, tudo fica escuro como a mais profunda noite!
-Escuridão magica, a habilidade natural dos elfos-negros.
Essa eu ví chegando de longe!
Smash saca a espada magica:
-“ - Caex! Vaeri persvek vargach!” (Espada! Dance na
batalha!) – O brilho da espada dançante flutuando no ar cria um mínimo campo de
visão.
-Vai ter que bastar...Quando terminar aqui, o Renk vai
morrer de inveja!- Com toda a confiança, Smash saca a adaga, sabe qual é o
próximo movimento do inimigo
- Vamos garota... faça seu movimento... – Smash abre os
olhos o máximo possível. Teria que captar quaisquer fragmentos de luz para ter
certeza do ângulo.
-Pela direita! – O reflexo da lamina da elfa-negra reluz no
breu. O meio-elfo se inclina para traz, quase caindo, e agarra o braço da
elfa-negra, torcendo-o
De repente, o zunido de uma flecha rompe o silencio. Era
Kali disparando em ataque coordenado com a irmã!
-Sincronia perfeita! – Smash puxa Krisna e a coloca de
frente para o disparo. A elfa negra leva a flechada certeira na perna!
-MESTIÇO DESGRAÇADO! KALI! ELE TENTA....
Smash rasga o rosto da elfa-negra com a adaga. Não daria
tempo para ela avisar a colega sobre o ardil.
Com a mão no rosto, Krisna não percebe a espada de Smash
voando em sua direção.
A espada do meio-elfo golpeia o flanco da elfa-negra, a
fazendo se afastar, deslocando a bolha de escuridão a sua volta junto com ela.
-Droga! Lá se vai a cobertura! – Smash tenta saltar, mas
outra flecha é disparada. Kali manteve duas flechas prontas desde o inicio do
combate. Esta acerta o meio-elfo de raspão, no braço esquerdo.
-Nunca subestime um mestiço. – Smash sorri com malicia
enquanto limpa a adaga. – Vamos moças, vamos continuar dançando.
-TOMA ISSO ELFA MALDITA! – Smash arremessa a lança que
recolheu do elfo-do-mar, ela voa de modo incrivelmente reto!
-Ele nunca vai conseguir me acert...- a bravata da
elfa-negra é interrompida quando a lança travessa seu tórax!
-Como...é possível...- A escuridão se dissipa. Krisna vê seu
inimigo sorrindo pela ultima vez.
-Como? Sorte, oras. Nimb sempre sorri para os mais ousados.
É quando um raio cai sobre a elfa-negra, calcinando seu
corpo! Era o efeito magico oculto da lança em funcionamento!
-Sorte dupla. E aí moça da arvore? Vai brincar mais com o
mestiço?
A elfa negra salta da arvore e corre! Está fugindo!
- Maldito mestiço! Está cheio de truques! – Kali praguejava
enquanto corria pela floresta – Mestre
Zanzer vai me esfolar por causa desse fracasso!
- Ele não vai ter tempo para isso. – Diz Smash, correndo ao
lado da elfa negra!
Kali mal tem tempo para se defender. Cruza os sabres sobre o
peito, para evitar o ataque.
Que vem por traz.
A espada magica atravessa as costas da elfa negra. Smash tem
tempo de chuta-la na direção da arma, que fica junto de seu corpo inerte.
- Poxa, devia ter tentado captura-la. São mais frágeis do
que imaginei. Bem, mãos a obra!
Smash faz a macabra tarefa de cortar a cabeça da elfa,
recolhe as coisas dela em sua mochila e vai em direção do outro cadáver,
fazendo o mesmo.
Observando com atenção, o meio-elfo entende algumas coisas sobre
suas oponentes.
- São bem jovens. Talvez até inexperientes. Acho que só a
primeira sabia usar a escuridão magica... espero que tenham vindo sem avisar os
superiores, senão vao partir em busca das duas desgarradas.
Smash corre em direção ao acampamento. O sol estava cada vez
mais intenso. Seu corpo pesava com o equipamento a mais. Ele suava, muito.
-Tem... algo errado... não devia ser tão puxado... – O
meio-elfo bota a mão no rosto e sente um calor intenso. Está com febre!
- Veneno? Quando? – Ele vasculha a mochila e retira a adaga
de Krisna. Ao cheirar a lamina, a constatação.
- Que.... vacilo....
Smash cai, sozinho, na floresta
***
Smash acorda em uma grande cabana, sob um cobertor de pele.
O cheiro forte de couro invade seu olfato e o deixa um pouco enjoado.
-Onde estou? Que tipo de cabana de bárbaros é essa? – O
meio-elfo observa a “coleção” da cabana: Cabeças de animais e carapaças
enfeitavam toda a parede circular da residência. Toda a sorte de predadores.
Cascos blindados e espinhosos. Chifres e presas. Ao centro, uma fogueira
crepita dentro do crânio de um Tiranossauro!
-Preciso sair daqui. Avisar os outros sobre a fortaleza e o
dragão!. – Apesar da tentação de revistar em busca de tesouros, tinha que
pensar de modo prioritário. Estava apenas de calças, sem nenhum equipamento.
Sentia que o veneno perdera o efeito, mas o cansaço era terrível. Teria que
improvisar. Ele vai até a única saída e espia.
Ao puxar a pele de animal que servia de porta para a cabana,
Smash viu a real natureza do local onde estava.
-Uma vila sob arvores gigantes... muito bem camuflada. Vai
ser dureza escapar. Vou precisar de minhas coisas. –Pondera o meio-eflo.
Nas sombras, uma voz sibilante responde.
-Obrigado pelo elogio, caçador-solitário. Vejo que nossa
drogadora conseguiu te colocar em pé bem rápido. Fico satisfeita. Tenho algumas
perguntas a lhe fazer!
sábado, 7 de outubro de 2017
Campeonato de Silêncio 2017!!!!
E vamos a mais uma fase do Campeonato Interclasse de Silêncio Absoluto da Escola Maria Isabel Nevez Bastos no ano de 2017!!!
Esse Quarto Bimestre promete! Veremos o resultado final desse ano! Boa sorte a todos!
quinta-feira, 7 de setembro de 2017
Campanha de RPG: Expedição a Ilha Kroa. CAPÍTULO 13: A Fortaleza Flutuante!
PROLOGO: Conversa de EstalagemCAPÍTULO 1: Heróis Improváveis.
CAPÍTULO 2: Capitão Harub!
CAPÍTULO 3: A partida do Porto!
CAPÍTULO 4: Luta ou dança?
CAPÍTULO 5: O ataque dos Kobolds!
CAPÍTULO 6: A entrada para o Quadrilátero da Névoa!
CAPÍTULO 7: Duelo em alto-mar! Harub vs Edgard!
CAPÍTULO 8: Espólios
CAPÍTULO 9: O segredo do Capitão Harub
CAPÍTULO 10: Explorações e descobertas
CAPÍTULO 11: Combate na vila élfica!
CAPÍTULO 12: Novos companheiros, novas jornadas.
CAPÍTULO 13: A Fortaleza Flutuante
A montanha se mostrou um obstáculo razoável, mas não pela sua parte Sul. Smash escalou as pedras com precisão e cuidado. Quando encontrou o ponto que Karim indicou, percebeu a dimensão dos problemas.
O castelo flutuante estava a no fundo do vale, a sua frente.
-É grande. Deve caber mais de cem criaturas tranquilo... e o
pior e que está flutuando bem alto, mais de vinte metros. Eles devem ter
montarias aladas ou cordas para entrar. Vamos mais perto.
Ele desceu a encosta. Se estivesse sem a capa e as botas
élficas, seria uma presa fácil. O equipamento realmente parecia encantado.
Pequenos lagartos e aves só percebiam o meio-elfo quando este estava prestes a
toca-los!
-Vou agradecer a princesinha elfa depois, da-lhe artesanato
élfico! – Pensou o furtivo guerreiro.
Smash chegou a quase dois kilomentros da estrutura. Agora
via com detalhes a movimentação abaixo. Ele sacou uma luneta que “emprestou” do
Capitão Harub:
-Nossa! Estão desmatando tudo abaixo do castelo. Devem
precisar de combustível ou reparos. Ah, tem uns andaimes na muralha, devem
estar reparando. A estrutura parece antiga... o que?
O meio-elfo vê vários humanoides trabalhando. A anões presos por uma única corrente. Estão
cortando e arrancando galhos de arvores. Mais abaixo da muralha, outra dezena
deles aplainam a madeira e fazem tabuas. Orcs se espalham pelo local, dezenas e
dezenas indivíduos.
É quando ele os vê.
Saindo de uma cabana, surgem quatro elfos negros. Seus
cabelos brancos e pele roxa eram inconfundíveis. Eles pareciam incomodados com
a luz solar e colocam capuzes. Vistoriam o trabalho dos escravos.
-N-Não pode ser! – Smash esfrega os olhos quando percebe
quem também sai da cabana.
Orunas, o tenente Ogro!
Estava completamente vivo! Não tinha sinais de combate, mas
seguia os elfos de modo submisso. Provavelmente era subordinado das maléficas
criaturas.
O Ogro saca uma corneta e a toca ao comando dos elfos.
Varios orcs se reúnem enfileirados a frente dos vilões. Começam a mostrar armas
e posições de batalha para seus mestres.
-Inspeção de tropa! Estão se preparando para partir! Devem
ir a caça do nosso acampamento!
A fileira começou a se mover. Correiam para o norte.
-Eles devem tentar dar a volta nas montanhas pelo norte, até
a vila élfica queimada, e nos rastrear de lá. – Smash relembra o tempo que
passou na área de combate antes de se reunir aos colegas, apagando os rastros
da retirada do grupo – Conseguimos fazer vários distratores, mas tudo isso me
incomoda...
De repente, uma muralha do castelo explodiu.
-Por Nimb! – Smash exclama assombrado quando ve a parede de
pedra despedaçando.
Todo o castelo se inclinou.
Pedras caiam, escravos despencavam caucinados. Uma voz de trovão irrompeu por
todo o vale e montanhas próximas.
-ZANZER! SAIA DESSA CONCHA VELHA E ME ENFRENTE!!
O som quase derrubou Smash desfiladeiro abaixo. Uma sensação
gélida percorreu sua espinha e ativou seus instintos mais primitivos de fuga.
Era como se um predador o espreitasse.
-E-Essa sensação...é....um Dragão! – Smash se escondeu
melhor. Sabia o que vinha a seguir.
A fera cruzou o ceu. Suas escamas verdes brilhavam
cintilantes. Era imenso, quase trinta metros. Um dragão grande ancião, o maior
representante de sua espécie. Mal era possível olhar para ele. Smash tremia
como um rato cercado por serpentes. A aura de pânico do monstro era tão potente
que vários escravos e orcs morreram com o susto.
Uma voz saiu do castelo. Era sóbria e convicta:
-POIS MUITO BEM FERA! POUPOU-ME O TRABALHO DE CAÇA-LO EM SEU
COVIL! JÁ SEI COMO FUNCIONA SEU TRUQUE, ENTÃO LHE DAREI UM POUCO DO PODER QUE A
FORTALEZA TEM A OFERECER!
Do topo da torre surgiu uma luz azulada. Ela se concentrou e
o ar se encheu a sua volta se encheu de raios.
Um feixe de energia negra cruza o céu e acertou o dragão em
cheio. O impacto desloca o ar criando um estrondoso trovão. A onda de choque
arremessou o dragão longe, do outro lado da cordilheira, a dezenas quilômetros.
Os orcs, elfos negros e o Ogro vibravam de alegria pela vitória.
Smash estava atordoado. Nunca vira uma demonstração de poder
arcano tão apavorante.
-Calma, calma... – Smash dava tapinhas no rosto, para
recobrar a atenção – Sempre tem um ponto fraco... Esse tipo de cara SEMPRE tem
um ponto fraco. É o que papai diria.
Súbito, a fortaleza começou a descer, inclinada. Smash
percebeu que o lado inclinado era onde estavam os andaimes de reparos.
-Aquele ponto não flutua legal? O tiro pode ter esgotado a
capacidade de flutuação. – Concluiu o meio-elfo.
Vários escravos são destacados para subir em cordas em
direção ao castelo. Um ciclo de reparos e torturas recomeça.
-Alí deve ser a entrada mais viável. Poderia ir por ali
direto para o pátio interno...-Smash interrompeu o pensamento e olhou para a
montanha. Renk a essa altura já devia ter encontrado o covil do Dragão! E o
balsamo? E a troca de vidas?
-Lascou-se! Ou o Renk encontra o covil vazio e não dá em
nada ou acha um dragão ferido e mal-humorado! – O meio-elfo se levantou e
correu. Era preciso chegar nos companheiros antes dos regimentos orcs ou do
dragão.
-Para descer até Nimb ajuda! – Smash saltou mais um trecho
da montanha. Era risco de queda, mas pelo menos dali não seria mais avistado
pelos comparsas de Zanzer.
-O ataque do Dragão atrasou toda a operação do sujeito,
agora era preciso reunir o pessoal e partir, ou para o ataque, ou para a defesa
da nossa base – Smash ponderava enquanto pulava de pedra em pedra, descendo a
encosta ingrime. A floresta densa se aproximava cada vez mais.
Mais um salto, quase dez metros. Ao cair, Smash segurou nos
galhos da copa de uma arvore logo abaixo. Apesar da velocidade, parecia que as
plantas reagiam ao toque do meio-elfo com silencio.
-Essas roupas élficas são MESMO magicas! Assim ninguém vai
me detectar tão cedo...
De repente, como que por encanto, um pedaço da armadura de
couro rasgou. Um corte profundo se formou e o sangue começou a correr.
Por instinto, Smash mudou de direção e saltou novamente.
Sentiu sobre a cabeça um movimento rápido e preciso. Um pedaço da touca da capa
rasgou com a flecha endereçada a sua cabeça.
- Oh... veja isso, irmã. Ele esquivou! – Uma figura feminina
apareceu de tras de uma arvore, segurando dois sabres.
- Quem diria... olhe! Não é um elfo puro! É um mestiço! Essa
ilha é cheia de surpresas. – uma outra desceu de um galho a poucos metros de
Smash.
-Sou Krisna. Aquela é minha irmã Kali. E você é um meio-elfo
morto. Não vai mais bisbilhotar a fortaleza do mestre Zanzer!
As duas elfas negras, usando armaduras de couro negras se
aproximavam confiantes. Seus olhos brancos, sem pupilas, contrastavam com sua
pele arroxeada. Seus cabelos brancos estavam amarrados em rabos-de-cavalo.
-Pensou que não perceberíamos? Não notaríamos sua presença?
Smash vasculhou rapidamente onde falhou. Se escondera tão
bem... conseguia visualizar toda a fortaleza com a luneta...
-Droga, o brilho do vidro da luneta! Que vacilo....
Smash colocou a mão no ferimento e fez uma expressão de dor.
O corte não era profundo, mas parecia. Poderia surpreende-las, fingindo que
estava ferido demais e tentar fugir. Ou combate-las e tirar mais preciosas
informações.
-Aff... que enrascada me meti... – Conclui para si mesmo.
***
Os heróis avançavam pela floresta. Com Caliel à frente, o
caminho tornou-se mais fácil, um bom trecho foi vencido sem problemas.
-A partir daqui é território do dragão. Minha comunidade não
se aventurava por aqui. – Apontou a elfa da floresta.
-Então é hora de desbravarmos! – Capitão Harub tomou a dianteira.
-Quanta empolgação Harub! O que deu em você? O ar da
floresta fez brotar um aventureiro ai? – Renk o ajudou a cortar a mata para
passarem.
-Não, mestre meio-elfo. Somente estou ansioso em encontrar o
local do descanso final de minha mãe. Foi no covil da criatura que ela pereceu
para me salvar. Fui trazido a praia pelo próprio dragão! Mas agora posso dar um
funeral descente a ela!
O canita avançou mais vigorosamente. Naquele momento, Renk
admirou a longa vida de lutas e perseverança daquele homem.
-Já vejo a base da montanha! – Karim acenou do topo de uma
arvore.
-Estranho. A força vital do dragão já seria perceptível
daqui! – Luna fechou os olhos e se concentrou para aumentar a amplitude de sua
percepção. – Talvez a força vital da floresta esteja interferindo. Se for, é
uma excelente camuflagem.
-Se ele nos ameaçar, sentirei de imediato. Veja, a mata está
menos espessa. – Renk avançou até uma clareira. Harub logo atrás.
-Chegamos. É aqui com toda a certeza! – Harub observava a
frente com olhar determinado. A entrada da caverna era imensa. Uma bocarra na
montanha. Samambaias cresciam ao redor, não havia sinal de ameaça.
-Vamos entrar! Preparem-se! – Renk tirou os equipamentos da
mochila com uma estranha alegria.
Lugares como aqueles eram um convite para qualquer
aventureiro.
– Hora de se arrastar em cavernas!
sábado, 2 de setembro de 2017
CONTOS!
Saudações Rpgisticas!
A um tempo atrás, eu e a Professora Renata jogamos uma partida amistosa de Star Wars RPG, para que ela conhecesse o sistema de regras. Decidimos que seria um duelo entre um Cavaleiro Jedi e uma Darth Sith!
A partida foi tão interessante que gerou esse conto. Espero que gostem. Você pode le-lo aqui na postagem ou acessa-lo pelo link do Wattpad, também abaixo. Boa leitura =D
Link do Wattpad: CLIQUE AQUI
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A um tempo atrás, eu e a Professora Renata jogamos uma partida amistosa de Star Wars RPG, para que ela conhecesse o sistema de regras. Decidimos que seria um duelo entre um Cavaleiro Jedi e uma Darth Sith!
A partida foi tão interessante que gerou esse conto. Espero que gostem. Você pode le-lo aqui na postagem ou acessa-lo pelo link do Wattpad, também abaixo. Boa leitura =D
Link do Wattpad: CLIQUE AQUI
Duelo
As estrelas param de passar a velocidade da luz e se alinham
novamente. Darth Guima chega a seu destino. Ela observa o planeta Eadu, um
planeta usado pela antiga Republica como base de operações próxima à fronteira
com a borda exterior. Hoje, ele é propriedade do Império. Hoje, ele é um dos
locais usados para os experimentos com as novas armas do Império.
E também um inesperado campo de caça para a Sith Darth Guima.
Desde que a Inquisição Jedi teve início com a morte de toda
a Academia Jedi na Capital e a ascenção do Imperador Palpatine, Darth Guima tem
caçado impiedosamente os dissidentes Jedi. Vários caíram sob os golpes precisos
de seus sabres. Mas um tem sido especialmente difícil de agarrar.
O comunicador de sua nave ativa. A silhueta azulada de um
stormtrooper aparece no painel de controle.
-Lady Guima, detectamos sua presença na orbita de Eadu.
Precisa reabastecer ou...
-Quem diria... bem embaixo de nossos narizes... – A guerreira
interrompe o subalterno, ao sentir a suave perturbação na Força emanando do
planeta – O rato traiçoeiro veio direto para um planeta sob nosso controle, na
esperança de que não o encontrássemos. Avise Lorde Palpatine que em breve
trarei a cabeça de Haguen Robva e a localização de Obi-Wan Kenobi!
Em um rochedo, sentado tranquilamente, Haguen Robva observa
as estrelas. Apesar do frio, suas roupas praticas e seu manto eram sua única
proteção. Desde os tempos da Academia Jedi ouvia de seus colegas que sua
resistência ao frio era admirável.
-Ei, R4! Saia dessa caverna e venha ver o céu!
O Droid cilíndrico, com rodas emborrachadas, sai apitando da
pequena caverna que serve de refúgio e moradia para a dupla. Ele traz uma lata
com um liquido espesso e fumegante presa em sua garra mecânica.
-Frio? Você deve estar com os sensores térmicos com defeito!
Quando fizer 5 graus, falaremos sobre frio! – O Jedi pega a lata e pisca para o
droid – Valeu amigão.
Subitamente Haguen sente algo. Era como se alguém o
observasse. Um predador.
Olhando de cima.
Das estrelas.
-Epa... – O Jedi começa a beber sua sopa – Parece que
teremos visitas, R4.
Darth Guima anda pelas ruas da cidade mineradora de Turnath
com uma expressão sombria. Aquela aglomeração, o cheiro de produtos químicos
misturado com o suor dos trabalhadores das mais variadas raças da galáxia,
trazidos ali por sua tola ganancia e presos pela força da escravidão. Tudo ali
a desagradava. Para a Sith, o ambiente fedia a covardia. O medo do chicote e da
morte emanava dos servos do Império. Lembrou de sua infância, quando fora
vendida como escrava para trabalhar em uma cidade praticamente idêntica a essa.
O medo de morrer permeou aquela existência. Foram anos de
trabalhos forçados para apenas, no fim de um dia de trabalho, receber uma
porção minúscula de comida. Esta era roubada pelos outros escravos mais fortes.
Toda noite, dormia com fome.
Até que a fome superou o medo.
Então a fome se transformou em ódio.
E o ódio a transformou.
Quando tentaram roubar sua comida, seus olhos brilharam.
Suas mãos brilharam. Relâmpagos de ódio e frustração calcinaram seus inimigos.
Em poucos dias, a Ordem dos Sith a encontrou. Eles ajudaram
Darth Guima a canalizar seu ódio para a falsidade do Lado Luminoso. Ela era
agora uma ferramenta do Império. Uma Inquisidora dos Jedi.
Ao sair pelos portões da cidade, a Sith vislumbra um deserto
rochoso. Durante centenas de anos, a região fora usada para exploração mineral,
portanto a área era um labirinto de tuneis, vales e desfiladeiros.
Darth Guima fecha seus olhos. Ainda era possível sentir as
emanações da Força vindas de um desfiladeiro, a alguns quilômetros dali.
-Você não quer mais se esconder, não é? – a guerreira fecha
os punhos cheia de raiva - Que a caçada comece!
***
Sob o topo de um desfiladeiro, Haguen observa o horizonte,
pensativo. A Força emanada pela Sith podia ser sentida facilmente. O droid do
Jedi se aproxima e solta um chiado.
-Você está muito negativo, R4. Vai tudo acabar bem. – O Jedi
coloca a mão sobre a cabeça do amigo.
O robô chacoalha e apita. Enquanto acaricia seu companheiro
mecânico, Haguen sente uma perturbação na Força.
O desejo assassino de Darth Guima o alcança.
-É realmente um Sith. Farei o possível para ficar inteiro.
Enquanto a você, vá para a caverna. – Haguen vê uma silhueta se movendo a uma
centena de metros de distância – A coisa vai esquentar por aqui.
A presença de Darth Guima é assustadora. O manto negro
parecia extinguir a luz a seu redor. Em suas mãos, os cabos de seus sabres de
Luz. Os olhos amarelados fixos em seu alvo.
Haguen salta agilmente e desce até a entrada do desfiladeiro.
Recepcionaria a visitante no mesmo nível. Sacou o sabre de luz e disse:
-Bom dia! Posso ajuda-la em algo?
A piada fez Darth Guima tremer de raiva. Estava prestes a
descarregar seu ódio sobre aquela figura patética.
-Você poderia parar de fugir. E, se entregar a localização
de Obi-Wan Kenobi, prometo que te mato rápido.
-Mestre Obi-Wan está ocupado no momento, gostaria de deixar
um recadinho?
-O SEU CORPO MORTO VAI SER O RECADO! – a Sith liga os dois
sabres, que brilham em vermelho e avança sobre o Jedi.
Haguen mal teve tempo de ligar o seu próprio sabre e aparar
o ataque furioso da Sith. O brilho verde de sua arma se chocou com a sequencia
mortal de ataques, empurrando o Jedi para traz.
-Rápida você! Vejamos como lida com isso! – Haguen apara
outro golpe e recua para dentro do desfiladeiro.
-NÃO VAI MAIS FUGIR! – A Sith joga um dos sabres ligado na
direção do Jedi, que instintivamente repele o ataque com sua arma.
Porém, percebe que seus pés não tocam mais o chão.
-Ai... droga.
A Sith jogou o sabre como distração, para que seus poderes
telecinéticos não fossem bloqueados. Agora tinha o Jedi flutuando indefeso.
Ela o joga com toda a força contra uma das paredes do
penhasco. Pedaços de rocha se descolam com o impacto. Darth Guima aponta para a
sua arma caída, que retorna as suas mãos.
-Poxa vida moça... você não dá tempo para a gente resp... –
Antes do Jedi terminar a bravata, Darth Guima já estava sobre ele, golpeando
com os dois sabres de luz.
Em um movimento de sobrenatural velocidade, Haguen se
esquiva e fica de pé a alguns metros de distancia. O Jedi começa a murmurar
algo. Darth Guima comenta com desdém.
-Esse truque da velocidade Jedi tem um preço. Você não vai
conseguir mantê-lo por muito tempo. Já usou duas vezes. Já eu... – Ela deixa o
sabre esquerdo cair e ergue a mão em direção ao Jedi – Tenho poder ilimitado!
Porém, ao direcionar sua Força em direção do inimigo, Darth
Guima não vê mais o Jedi. Ele simplesmente desapareceu bem na sua frente.
-MALDITO! VAI FUGIR DE NOVO, NÃO É?? – O ódio de Guima
transbordada. Seus gritos reverberam nas paredes do desfiladeiro.
-Não minha cara, chega de fugir. – O som da voz de Haguen
ecoava nos corredores rochosos, impedindo Darth Guima de localiza-lo – Hoje
terminamos isso. Escolhi a dedo esta arena. Não era você que me perseguia. Era
eu que a guiava para MINHA ARMADILHA!
Saindo das sombras, Haguen golpeia as costas da Sith. O
rasgo cauteriza na hora com o calor.
A Sith se vira e golpeia em uma velocidade absurda. Haguen
tem o peito rasgado pelo golpe. Se não tivesse dado um passo para traz
instintivamente, teria sido cortado no meio. Os olhos da Sith agora são de um
vermelho vivo. Não há resquício de qualquer piedade em seu olhar. O instinto
assassino se apoderou de Darth Guima.
O Jedi recua mais alguns passos e assume uma postura
defensiva. Aquela era a famosa aura de medo dos Siths. Se tentasse usar a Força
contra ela naquele momento, perderia a vida em um movimento.
Os dois sentem a gravidade dos ferimentos e cambaleiam. O
próximo golpe pode ser o último.
Darth Guima larga os dois sabres e aponta os braços em
direção ao Jedi.
-MORRA!!!! – De suas mãos saem relâmpagos azulados que
acertam em cheio Haguen. A energia o trespassa e o Jedi grita de dor. Os raios
iluminam as paredes do desfiladeiro.
Haguen sente mais que dor. Aqueles raios eram carregados de
ódio. Cheios de uma dor que não era apenas dele. Eram uma força sombria gerada
a partir do medo. Era como se, lá no fundo, quem estivesse com medo fosse a
própria Darth Guima.
O Jedi se levanta e corre, agora na direção da Sith. Os
raios rasgam sua túnica, mas ele continua avançando. Os raios queimam sua pele,
mas ele continua avançando. Os raios quebram seu sabre de luz, mas ele continua
avançando.
-PORQUE VOCÊ NÃO MORRE??? – Darth Guima ergue os braços para
concentrar mais seu poder e reduzir o Jedi a cinzas.
Nesse momento, Haguen avança com o último resquício da Força
que guardara.
O Jedi acerta um soco no rosto da Sith, com toda a sua
força. O impacto foi tamanho que Darth Guima é levantada do chão, para cair de
bruços na areia ainda quente do deserto.
-Os... Jedi são os protetores... da vida na Galáxia!! –
Haguen diz enquanto se aproxima da oponente enquanto ela desmaiava. – Hoje
consegui proteger duas vidas. A minha e a sua.
***
Darth Guima se levanta assustada. Estava dentro de uma gruta
estruturada para mineração. As imagens de sua infância retornam com toda a
força e ela coloca a mão na cintura, mas não encontra seus sabres de luz.
-Se está procurando seus sabres, usei as peças deles para
consertar o meu. – Haguen Robva comenta enquanto atiça o fogo de uma fogueira
no centro da gruta. Nela, um caldeirão de sopa ferve.
-Por que você não me matou? Sou uma Sith, sua inimiga
jurada. Não há sentido em me deixar viver.
– Darth Guima se senta no chão.
Estava cansada, enormemente cansada. Ter usado tanto da Força exauriu seu
corpo.
-Guardiões da vida na Galáxia, lembra? Além do mais, você
não é mais uma Sith.
-Como assim? Lord Palpatine me sagou Sith e uma Darth! Sou
uma Inquisidora!
-Bem, você falhou em me derrotar. E olha que não sou lá
grandes coisas como guerreiro – Haguen dá um sorriso sincero – Apesar de ter me
dado um belo estrago. Duvido que o seu querido imperador vai aceita-la de
volta. Ele é muito bom em detectar mentiras. Afinal, ele é o maior mentiroso
dessa Galáxia.
Guima sente seu coração apertar. Haguen tinha razão. O imperador
saberia daquele fracasso e a mataria sem hesitar. Estava acabada. Sua vida como
Inquisidora estava acabada. Sem esperanças, a guerreira abraça as próprias
pernas e chora.
-Mas, sempre há uma nova esperança. – Haguen pega um pouco
da sopa com uma concha e coloca em uma lata. – Não é verdade, R4?
O robô passa pelo Jedi e pega a lata, prontamente levando o
alimento até Guima.
Era a primeira vez que alguém dava comida para Guima. A
primeira vez que ela não precisava tomar para ter. O primeiro ato de piedade.
Um sorriso franco, o primeiro, surge em seu rosto.
Ela aceita a sopa.
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