domingo, 1 de janeiro de 2023

Quadrado Amarelo

quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

RESULTADO FINAL DO CAMPEONATO INTERCLASSE DE SILENCIO ABSOLUTO DA ESCOLA MARIA ISABEL NEVEZ BASTOS NO ANO DE 2018 PRECISAMOS DE UM TITULO MENOR

Saudações Silenciosas!

É chegada a hora de sabermos o Resultado final do Campeonato Interclasse de Silêncio Absoluto da Escola Maria Isabel Neves Bastos no ano de 2018 PRECISAMOS DE UM TITULO MENOR (respirando com dificuldades...)




FELICITAÇÕES AO 8º ANO B!!! FICARAM EM PRIMEIRO OU PRÓXIMOS DOS PRIMEIROS EM QUASE TODOS OS BIMESTRES!!! É ASSIM QUE SE FAZ, CHEGARAM QUIETINHOS, SEM FALAR NADA, E GANHARAM! (SACARAM?)

ANO QUE VEM TEM MAIS =D

sexta-feira, 29 de junho de 2018

RESULTADO SEMESTRAL DO CAMPEONATO INTERCLASSE DE SILENCIO ABSOLUTO DA ESCOLA MARIA ISABEL NEVES BASTOS DO ANO DE 2018 PRECISAMOS DE UM TITULO MENOR

(Leia com a voz do Galvão Bueno)

Bem amigos do Maria Isabel! Estamos aqui em definitivo para o RESULTADO SEMESTRAL DO CAMPEONATO INTERCLASSE DE SILENCIO ABSOLUTO DA ESCOLA MARIA ISABEL NEVES BASTOS DO ANO DE 2018 PRECISAMOS DE UM TITULO MENOR!!!

Um campeonato de silêncio que dá o que falar! (obrigado... obrigado...)

As classes foram muito bem! Tem seis salas que passaram facilmente de 40 minutos em silêncio. Isso é mais tempo que certos estudantes passam sem falar NA VIDA!

E lembrem-se, a disputa continua semestre que vem!

sábado, 24 de fevereiro de 2018

Dia Nacional do RPG!

Saudações RPGisticas!

Hoje (24\02) comemoramos o Dia Nacional do RPG, nosso querido Hobby.
A data foi escolhida em função do aniversário do grande Douglas Quintas Reis, um dos editores da Devir Livraria e tradutor de grandes títulos do RPG mundial para o Português.

Como participar dessa festa? Do mesmo jeito de sempre: Reúna seus companheiros de aventura e joguem nesse sábado. Para ajudar, tive uma pequena ideia...

Apresente essa mensagem abaixo para seu Mestre durante a sessão de jogo e ganhe um acerto (não crítico) em qualquer rolagem.

Também deem uma olhada na Fanpage do Dia nacional do RPG clicando na Imagem abaixo! Vamos fazer esse feriado cheio de fantasia bombar!

Feliz dia Nacional do RPG


quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

Campanha de RPG: Expedição a Ilha Kroa. CAPÍTULO 16: Emeraldine

PROLOGO: Conversa de Estalagem
CAPÍTULO 1: Heróis Improváveis.
CAPÍTULO 2: Capitão Harub!
CAPÍTULO 3: A partida do Porto!
CAPÍTULO 4: Luta ou dança?
CAPÍTULO 5: O ataque dos Kobolds!
CAPÍTULO 6: A entrada para o Quadrilátero da Névoa!
CAPÍTULO 7: Duelo em alto-mar! Harub vs Edgard!
CAPÍTULO 8: Espólios
CAPÍTULO 9: O segredo do Capitão Harub
CAPÍTULO 10: Explorações e descobertas
CAPÍTULO 11: Combate na vila élfica!
CAPÍTULO 12: Novos companheiros, novas jornadas.
CAPÍTULO 13: A Fortaleza Flutuante

CAPÍTULO 14: Luta nas cavernas, Luta na floresta
CAPÍTULO 15: Entre Dragoas

Leia todos os capítulos publicados também no Wattpad clicando AQUI

Capítulo 16: Emeraldine

 Os heróis seguem pela caverna. Atravessam o riacho e observam o salão uma ultima vez.

-E as criaturas? Não vão nos atacar na volta? – Indaga Caliel.

-Dificilmente. Já conhecem nosso cheio e não vão nos considerar inimigos. – Renk afirma com voz grave.

-O que foi, grande guerreiro? – Luna cutuca as costelas do meio-elfo, irônica – Preferia um combate até a morte?

-Eles não queriam mais lutar. Não existe dignidade nisso... – Vamos em frente! E em silencio absoluto. Se o dragão estiver a frente, pode nos perceber independente do cheiro. Eles tem uma 
audição incrível. – Renk e Harub ficam a frente e avançam.

O corredor da caverna se inclinava para cima, suavemente. Por alguns minutos, a única luz era a das tochas.

-Queria um anão aqui agora para nos dar as direções, isso é perigoso. Não acredito que minha mãe passou por aqui anos atrás. Como ela passou pelos monstros?

-Talvez ela fosse uma pessoa muito feroz. – murmura Renk.

- Ou uma pacifista que evitou todos os conflitos. – ironizou Luna.

- Acho que fico com sua opinião, sacerdotisa. – Harub sorri e menea a cabeça – Logo saberei o que acontece...

A afirmação do canita é interromepida pelo aceno súbito de Renk, para que todos parassem. Mais a frente, uma luz esverdeada brilhava adiante.

Com cautela, os heróis se aproximaram e percebem que o corredor a frente estava completamente cristalizado.

-Impressionante. A natureza desse mundo é incrível! – Comenta Karin, ao tocar um dos cristais.

-Acho que não são cristais naturais, minha cara. – Renk passa a mão sobre um dos cristais, tirando a poeira.

Revelando o rosto de um orc! Os cristais estavam repletos de orcs! Congelados para sempre dentro dos cristais na posição em que morreram.

-Que tipo de monstro faria isso? – Luna tenta contar os mortos, mas desiste.

-Do tipo que defende seus territórios. – A voz estrondosa vibra o corredor, os heróis ficam em posição de ataque.

-Posso mata-los com meu sopro dessa distancia. Mas não é minha intenção. Venham. Tenho algo a discutir com vocês.

-Será ele? Será o Dragão? – Harub olha atônito para Caliel.

-Não saberia dizer. Nunca nos comunicamos com ele. Somente respeitamos seus territórios e ouvimos boatos dos outros habitantes da ilha.

-Vamos. Já fomos descobertos mesmo. – Renk avança pelo corredor em direção ao desafio.

A caverna se abre para um imenso salão. O teto da caverna estava a mais de  metros de altura. Água corrente escorregava por um buraco no topo, formando lagos e cachoeiras.

-Nesses últimos tempos tenho recebido muitas visitas. – a agua de um dos lagos começa a transbordar – Mas acredito que vocês tenham uma intenção um tanto diferente dos últimos visitantes. Pois bem, vamos começar então!

De dentro do lago, asas poderosas surgem. O torso imenso sai revelando a gigantesca criatura.



-EU SOU EMERALDINE. SOU O REI DESSA ILHA! DIGAM A QUE VIERAM E, POR LENA, SE SUA TROCA FOR EQUIVALENTE, SEU DESEJO SERÁ ATENDIDO.

-LENA??? – Renk observa a criatura assombrada – Como pode ser devoto de Lena no meio desse cemitério!?!

-Cemitério é um termo forte, guerreiro. – Emeraldine mostra os dentes – Tenha mais respeito.

-Eu cuido disso. – Luna levanta a voz – Nós viemos aqui para resgatar uma pessoa que foi injustamente amaldiçoada. Precisamos saber o que nós temos a lhe oferecer em troca do balsamo.

-Claro que vocês tem algo a me oferecer. A vida é a mais valiosa das moedas. Desejam restaurar uma maldição? Então entreguem uma vida que esta maldição poderá ser retirada. – O Dragão ergue as asas em postura majestosa.

-Como você OUSA evocar Lena em seu nome, Dragão! A vida não pode ser barganhada assim! – Luna se coloca a frente do grupo.

-Claro que a vida pode ser negociada! Vidas findadas sempre podem ser restauradas, mas não sem o sacrifício feito por uma pessoa abnegada. Muitos vieram aqui em busca de cura para enfermos terminais. Estes enfermos saíram daqui salvos, os seus salvadores ficam aqui, mortos. A vida é finita. Não concorda pequena?

-Mas findar uma vida em detrimento de outra é injusto! – Luna está inconformada. Como Lena permitia tal coisa? Por que Lena concedia tamanho poder a ele?

-Não quando se faz por amor, pequena. Veja o canita ao seu lado. Eu me lembro dele. A mãe dele o salvou aqui mesmo, anos atrás.

-Você...pegou a vida de minha mãe! – Harub rosna para a gigantesca criatura.

-Não peguei nada. Ela ME ENTREGOU a longa vida dela para aumentar a SUA. Alguém morreria naquele dia. Ela decidiu que não seria você, por amor. Veja. Ela estava serena até o fim.

O Dragão aponta para um canto da caverna, onde vários cristais estão perfilados. Ali Harub vê sua mãe, encerrada em um grande cristal esverdeado. O canita corre na direção de sua amada progenitora e se choca contra a parede esverdeada. Sua mãe estava em pé, com as mãos juntas, em prece.

-Mamãe... eu fiz o melhor que pude da vida que me deu... eu juro.... – Harub cai de joelhos perante o tumulo cristalino de sua mãe.

-Viu pequena? – Eu não encerro vidas. Eu somente as reposiciono mediante a vontade das pessoas em salvar vidas. – A criatura mostra os dentes, aparentemente sorrindo.

-Então traga minha vila de volta a vida, Dragão! – Caliel se aproxima do monstro – Você pode levar minha vida!

-Não seja tola, pequena elfa. Sua energia vital não bastaria para erguer mais que uma pessoa. Quanto mais uma vila inteira. Guarde sua vida para si. Acredito que a negociação é com a pequena sacerdotisa. – O Dragão se volta para Luna - Então? Como será? Vai retirar sua vida para salvar o seu amaldiçoado amigo?

Luna dá um passo a frente. Sua vida era sagrada. Mas jurou proteger a todos em primeiro lugar! 
Talvez esse fosse seu destino. Ela avança em direção ao Dragão e estende o braço.

Que é segurado por Renk.

-Um momento! Tem algo que não entendo aqui. – Renk se coloca a frente de Luna – Eu encontrei um grupos de orcs que disse que voltavam a vida? Eles não trabalham para você? – Renk lembrava-se das palavras de Orunas e de sua confiança. Um dragão mentindo não era novidade, o monstro podia só estar “brincando com a comida”. Mas os instintos de Renk não falhariam. Tinha observado algo que poderia salva-los.

- Você está seriamente ferido, não é Emeraldine? Seu torso imerso na água deve estar bem machucado para você não se levantar completamente. Também lutamos contra eles. Acho que temos um inimigo comum para adicionarmos na “barganha” – Renk olha para Luna, que ainda está atônita com a situação. – Ele pode ser devoto de sua Deusa, mas não deve ter os mesmos juramentos. Temos alguma chance antes de você se jogar a um sacrifício cego.

- Então você os encontrou... – rosna o Dragão  – São orcs de um humano chamado Zanzer Ten. Ele veio a minha ilha a algumas semanas e negociou a ressureição de um de seus tenentes. Seu olhos eram, cobiçosos. Ele entendeu como o balsamo funcionava, observando apenas uma vez. A poucas semanas ele retornou e atacou. Estava interessado no meu tesouro e nos lutamos algumas vezes. Porém ele possuía uma quantidade perigosa de servos elfos negros, que roubaram meus pertences e algo... importante para mim.

-Ele roubou o que faz o balsamo funcionar, não é? – Conclui Renk. A criatura levanta o pescoço, surpresa.

-Realmente, vocês pequenos são surpreendentes. Sim, ele me roubou. Mas ainda posso usar o poder do balsamo uma vez, antes que finde...a minha vida.
Todos ficam surpresos, o Dragão se levanta completamente, revelando uma cicatriz horrenda, que cruzava seu peitoral.

-Apesar dessas águas serem curativas, me resta apenas algum tempo. Eu...sempre amei essa ilha. Nela se encerram espécies tão variadas! Elfos da floresta, antigos dinossauros, até mesmo minhas queridas dragoas, que amansei lhes ofertando ovos de asas. Elas logo devem perceber a situação e virão até mim.

-Emeraldine, lhe faço então uma proposta de barganha! – Renk sobe em uma pedra e fica cara-a-cara com o monstro. – Se em seu coração pulsa a piedade, faça uma ultima troca: Entregue SUA vida pelo balsamo e pelas vidas dos caídos nessa guerra! E EU JURO, que Zanzer Ten receberá todo o peso de sua VINGANÇA! Quem você salvará com o balsamo é o arauto da Vingança! Sou Renk de Anthar, devoto do grande Deus da Guerra e meu pai é Tamis de Anthar, o Senhor da Vingança Elfica!
Os olhos do Dragão brilham em um instante de excitação.

-Entendo...Você é de uma família de seres que possuem A Centelha. Em toda minha existência, nunca ví um de seu tipo.

A criatura sai do lago e fica em pé sob as duas patas traseiras. Sua cabeça quase toca o teto.

- POIS BEM RENK DE ANTHAR! ENTREGAREI MINHA VIDA A SUA CAUSA! RECEBERÁ O ULTIMO BALSAMO PRODUZIDO NA ILHA KROA!

Luna estava estática. Algo em sua fé estava abalada.

A fonte onde o Dragão começa a brilhar.

-VEJA SACERDOTISA! A FORÇA VITAL SE ACUMULA NESSAS ÁGUAS! NESTE LOCAL REPOUSAVA O CORPO DE MEU MESTRE MACASTRAEL, O MAIS PODEROSO SACERDOTE DE LENA QUE CONHECI! SEU CORPO ERA TÃO PODEROSO QUE SERVIA DE CATALIZADOR PARA AS TROCAS! POREM ESSAS ÁGUAS PODEM FAZE-LO UMA ULTIMA VEZ!!!!

O lago explode em luz, ofuscando a todos.

Quando a vista dos heróis melhora, o lago está repleto de pequenos cristais. Emeraldine jaz caído ao lado.

-EMERALDINE!!! – Luna corre na direção do enorme dragão e posta suas mãos no rosto da criatura, entonando um mantra de cura.

-Você... é insistente. – Os olhos do Dragão sorriem francamente – Isso me lembra quando era um filhote e mestre Macastrael cuidava de minhas feridas.

-Não morra! Não precisa ser assim. Não é uma morte natural, não deve acontecer!!! – Luna chorava enquanto entonava as preces.

-O mundo não é como Lena deseja, pequena. Mas não desista de torna-lo como nossa Deusa sonha. E enquanto a você, Renk de Anthar... – Emeraldine olha para o meio-elfo – Faça valer seu juramento. 
Os cristais são suficientes para os elfos da vila, o maior e mais azulado é para seu pai. Só precisa tocar-los com eles.

-Eu não falharei! – Renk entendia que eram os momentos finais do monstro, não iria macula-lo com bajulação.

Súbito, varias criaturas aladas pousam dentro da caverna. São humanoides reptilianos com asas de couro e armas primitivas. Entre elas estava Smash!

-Caramba! Vocês venceram o dragão!!! Nem deu tempo de ajudar...vacilei! – Comenta o meio-elfo enquanto todos o observavam atônitos!
As dragoas correm até o dragão, gritando e chorando.

-Minhas pequenas guerreiras. Vinguem seu senhor. Façam a vingança.... junto com esses heróis....

-AGUENTE! POR LENA! AGUENTE!! – Luna esgotara todas as magias de cura que tinha, só lhe 
restava gritar.

-Sacerdotisa...o corpo de meu mestre...precisa...de.........paz..........
Os olhos gigantes da criatura perdem o brilho e se fecham. Emeraldine, o dragão de Kroa, está morto.

terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Quem é você em um mundo de fantasia!

Saudações Rpgisticas.

Fiz essa tabela para o Grupo do Old Dragon no Facebook e resolvi compartilhar com vocês.
Divirtam-se descobrindo sua identidade em um mundo de fantasia =D


quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

Campanha de RPG: Expedição a Ilha Kroa. CAPÍTULO 15: Entre dragoas

PROLOGO: Conversa de Estalagem
CAPÍTULO 1: Heróis Improváveis.
CAPÍTULO 2: Capitão Harub!
CAPÍTULO 3: A partida do Porto!
CAPÍTULO 4: Luta ou dança?
CAPÍTULO 5: O ataque dos Kobolds!
CAPÍTULO 6: A entrada para o Quadrilátero da Névoa!
CAPÍTULO 7: Duelo em alto-mar! Harub vs Edgard!
CAPÍTULO 8: Espólios
CAPÍTULO 9: O segredo do Capitão Harub
CAPÍTULO 10: Explorações e descobertas
CAPÍTULO 11: Combate na vila élfica!
CAPÍTULO 12: Novos companheiros, novas jornadas.
CAPÍTULO 13: A Fortaleza Flutuante

CAPÍTULO 14: Luta nas cavernas, Luta na floresta

Leia todos os capítulos publicados também no Wattpad clicando AQUI



Smash acorda em uma grande cabana, sob um cobertor de pele. O cheiro forte de couro invade seu olfato e o deixa um pouco enjoado.

-Onde estou? Que tipo de cabana de bárbaros é essa? – O meio-elfo observa a “coleção” da cabana: Cabeças de animais e carapaças enfeitavam toda a parede circular da residência. Toda a sorte de predadores. Cascos blindados e espinhosos. Chifres e presas. Ao centro, uma fogueira crepita dentro do crânio de um Tiranossauro!

-Preciso sair daqui. Avisar os outros sobre a fortaleza e o dragão!. – Apesar da tentação de revistar em busca de tesouros, tinha que pensar de modo prioritário. Estava apenas de calças, sem nenhum equipamento. Sentia que o veneno perdera o efeito, mas o cansaço era terrível. Teria que improvisar. 
Ele vai até a única saída e espia.

Ao puxar a pele de animal que servia de porta para a cabana, Smash viu a real natureza do local onde estava.

-Uma vila sob arvores gigantes... muito bem camuflada. Vai ser dureza escapar. Vou precisar de minhas coisas. –Pondera o meio-eflo.

Nas sombras, uma voz sibilante responde.

-Obrigado pelo elogio, caçador-solitário. Vejo que nossa drogadora conseguiu te colocar em pé bem rápido. Fico satisfeita. Tenho algumas perguntas a lhe fazer!
Do canto da cabana, surge uma estranha figura. Não tinha mais que um metro e meio de altura. Seu corpo esguio e seus seios a mostra indicavam que era uma femea. Porém, a semelhança com os mamíferos acabava ali: sua pele era recoberta de finas escamas verde oliva; sua cabeça era como a de um réptil, com um focinho longo; uma crina vermelha adornava a cabeça; em suas costas, um par de estranhas asas estava retraído, caindo sobre os ombros como uma capa.

-Uma dragoa-caçadora. – Smash conclui em pensamento – A raça das dragoas era famosa por sua ferocidade e sede de sangue. Seu complexo código de honra, que as induzia a lutar sempre contra oponentes poderosos garantiu-lhes o título de espécie mais corajosa e espécie em extinção. Várias vezes se jogaram em guerras contra espécies mais numerosas e superiores belicamentes e morreram. 
Porém sempre carregam com orgulho a convicção que não possuem medo de nenhum ser.
Escravistas por motivos rituais, as dragoas aprisionam outras espécies mais fracas para exibil-las em suas cabanas como troféus vivos. Os inimigos mais fortes são mortos e suas carcaças também são exibidas.

Smash não queria ser parte de nenhum desses enfeites.

A dragoa se aproximou. Carregava a cabeça decepada de Kali.

-Essa era uma das fêmeas de negro que você matou. Eu estava caçando nas proximidades e vi a luta. 
Sua astúcia me impressionou. A covardia delas também. Um verdadeiro guerreiro não usa veneno. 
Nossa drogadora disse que era bem potente. Você teve sorte também.

- Eu fui pego desprevenido pelo veneno, falha minha. – Smash admitiu.

- O que elas eram, exatamente? – A dragoa levantou a cabeça e a encarou, fascinada – parecem como os elfos que habitam o norte da ilha.

-Eram elfas negras. São de uma espécie subterrânea de elfos. – Smash tentava ser cuidadoso com as palavras. Um descuido ali seria suicídio.

 - Já vi elfos lutando antes. Essas elfas negras eram bem brutais.  – A dragoa solta um chiado. Smash entendeu como um riso sarcástico. – Existem outras? Estão junto com os pele verde da rocha voadora?

-Sim, elas acompanham os orcs e a fortaleza voadora. Provavelmente existem mais deles. – Smash sorri – Essa eram apenas jovens. Precisa ver o quanto os adultos podem ser brutais.

-Interessante mesmo! Quero uma cabeça de elfo negro na minha toca! Venha, deixei suas coisas ali. – Smash se levantou e apontou para a cabeça de Kali.

-Gostaria de ficar com essa ai? Seria um agradecimento por curar minhas feridas – Smash ve a face da dragoa se esticar de raiva. A crina da dragoa abaixa e ela começa a rosnar.

-VOCE ACHA QUE NAO CONSIGO PEGAR UM DESSES MACACOS DE ORELHAS LONGAS??? – Ela joga a cabeça com tanta força que se espatifa em um canto da cabana. Smash percebe que cometeu uma gafe.

-POIS BEM, ACEITO O DESAFIO! – A guerreira pegou uma lança de madeira com ponteira de osso e foi em direção a entrada da cabana - Venha, vamos até cabana da Drogadora, lá você receberá seu presente também. Não trouxe você aqui por causa de presentes. Quero caçar o que você caça! Mas agora você está em meu mundo. Te darei algo para equilibrar a situação

***

-Está tudo pronto? Ele será capaz de fazer a união?

Das sombras surge uma Dragoa de pele verde e tigrada. Ela entrega um cesto para sua líder de modo respeitoso.

-Sim...é forte e valente.

- Gosta de correr rápido, caçador solitário. Que tal.... – Ela tira de dentro de um cesto um ovo. – Voar?

- É uma coisa bem bacana, isso ai... – Smash observou que a cor do ovo lembrava a cor das asas  – Não queria brigar ao entregar a cabeça de meu inimigo abatido. Foi um ato de gratidão por ter salvo minha vida.

- Mostre sua gratidão caçando ao nosso lado. Aceite a união. Poderá voar

- Vamos. – Disse Smash de modo resoluto. A dragoa admirou a determinação do meio-elfo.

- Ótimo. Assim verá o mundo como nós.

Ela vira de costas e estende as asas. Eram de um couro fino. Era possível ver as veias entre a película que sustentaria a dragoa no ar. Entre as homplatas, havia uma espécie de inseto, um gigantesco besouro, preso na carne dela.

-Será livre do solo. Os céus serão sua morada, como o Dragão Verde que reina nas montanhas da ilha e nos presenteou com os ovos-de-asas. Com eles, nos um dia caçaremos o grande dragão e mostraremos nossa gratidão.

Smash fica no centro da cabana, com os braços amarrados e suspensos no forro da mesma.
A sua frente, a Dragoa-caçadora deixa o ovo em um cesto.

-A União funciona assim: Você ficará sozinho com o ovo, em meditação. Pense em coisas como liberdade e possibilidades de alcança-las. Dentro do ovo existe um Ser. Ele é muito tímido e você deve chama-lo para fora. Se conseguir fazer o acordo com ele, a União será realizada.
As Dragoas saem. O silencio cai sobre a cabana.

-Preciso fazer isso logo. – Pensa o meio-elfo – o pessoal já deve ter dado por minha falta. Esse par de asas virá a calhar...

-Não sou apenas “um par de asas”. Vai me usar como uma ferramenta?

-Então... vc é o ovo? – Smash ouviu o som da criatura dentro de sua mente – Incrível... e sua voz estará sempre assim na minha cabeça?

-Por que me uniria a você, humano? As dragoas são os seres mais corajosos desse mundo. Me unir a uma delas seria muito mais vantajoso.

-Eu tenho algo além de coragem, pequeno ovo. – Smash pensa sarcástico

-Não me chame de ovo! Sou as asas daqueles que desejam ascender aos céus!

-Então vamos! Acha que essa ilha esquecida é o único lugar do mundo? ? ? Eu, um simples humano, já ví batalhas brutais, mares tempestuosos e muitas maravilhas! Aqui você voará sobre arvores, e só! Vamos voar sobre as capitais dos reinos! Campos de batalha! Dentro de tavernas!!!

-Eu...tenho medo.

-MEDO? Você estará com Smash Toon. Juntos, construiremos a sua coragem!
Silencio. Vazio e absoluto.

- Será que ele desist...

O ovo se rompe em uma explosão psíquica.

A criatura salta de dentro e escorrega para as costas de Smash.

Nesse momento, tudo muda para o meio-elfo.

Nervos afiados atravessam a pele e se alojam em sua coluna. Veias se conectam, bombeando sangue de seu corpo para a criatura.

-Você será meu alimento! Me mostrará o mundo que diz existir além da ilha!! Me mostrará coragem!

-V-Você será as minhas asas. Não tenha medo! Pode pegar todo sangue que precisar! Juntos vamos abalar esse mundo!

Smash sente seu coração palpitando pela perda de sangue. Sentia um adormecimento. Ao mesmo tempo, outra mente se integrava a sua. Uma mente cheia de memorias. Memoria de tempos longínquos, cheios de criaturas titânicas e medo, muito medo. Eram as memorias ancestrais do ovo se mesclando as suas.

-N-Não esqueça, Sr. Ovo.... Eu sou o capitão desse barco! – Smash sentia uma perigosa supremacia mental da criatura. Podia perder a mente se não isolasse sua personalidade.

-Eu estarei sempre aqui, em silencio. Estou ansioso para conhecer o mundo, Smash!

-Vamos nessa então, irmãozinho!!!

As asas brotam da criatura. Formam couro, ossos ocos e músculos poderosos. A criatura se ajeita pela ultima vez. Agora ficaria naquela posição por toda sua vida.

A União estava feita.

***

-Como acha que foi a cerimonia, drogadora? – A líder das Dragoas estava preocupada. Já se passaram algumas horas.

-Sempre com pressa, não é mesmo Mazula? Pressa para que ele fosse curado do envenenamento e agora pressa para que ele voe. O que viu nele?

-Um caçador como nós. A Serpente queima forte em seu coração. Quero ver a coragem desse humano contra mais seres. Ele também pode nos levar a caçadas aos tais elfos negros e aos peles-verdes.

Nisso, ouve-se o lufar de asas dentro da cabana. Drogadora e Mazula correm até lá e veem Smash jogado no chão, com suas recém nascidas asas abertas, se movendo.

-Incrível... as asas já estão maduras! – Mazula toca no couro resistente.

-Ele é maior e tem mais sangue, por isso ficaram prontas bem rápido. – Emenda a Drogadora.

-Cara... que viagem...- Smash se levanta. Era como se o mundo ganhasse outra dimensão, mais alta. Se sentia desconfortável com os pes no chão... queria voar.

-Caçador solitário. Você é um dos nossos agora. Deve seguir nossas tradições enquanto estiver aqui. Pegamos as coisas das elfas e fizemos uma armadura para você. Usar o corpo abatido do inimigo é sinal de respeito e força. Não se preocupe. Sua aparência pouco mudou.  realmente ajustar os furos da armadura nas costas.

-A não ser que não se importe com a cor dos cabelos. Que efeito interessante – Comenta a Drogadora, tocando nos cabelos de Smash, agora completamente brancos!

-SR. OVO! SACANAGEM!!!

-Precisava de energia. Não iria tirar de partes vitais!

-CARA! VACILO SEU! ISSO VOLTA?

-Volta sim, e só se alimentar que aos poucos volta.
Nisso varias dragoas chegam voando.

-Senhora Mazula! Vimos o grande Dragão ser abatido pela rocha flutuante!

-COMO ISSO É POSSÍVEL! - A líder dragoa se volta para Smash. – Ele seria NOSSA presa! A rocha voadora e seus peles verde pagarão! Vamos até a toca do Dragão e pegaremos esses malditos ladroes de caça!

-MINHAS IRMÃS! PREPAREM-SE PARA A GUERRA!

Smash salta da plataforma e estende as asas, que o impulsionam para cima. Logo a floresta se torna um tapete verde sob sua visão. Esta tão rápido que não consegue usar o olhos, devido ao vento. Mas os olhos do Simbionte funcionam, lhe conferindo visão perfeita.


-Estamos chegando pessoal! He he... o Renk vai ter uma surpresa!

domingo, 10 de dezembro de 2017

CAMPEONATO DE SILÊNCIO 2017: RESULTADO FINAL

Eis o resultado final do Campeonato Interclasse de Silêncio Absoluto da Escola Maria Isabel Neves Bastos ano 2017!

PARABÉNS AO 7ºA PELA SILENCIOSA ATUAÇÃO. SE PREPAREM PARA O ANO QUE VEM!


domingo, 8 de outubro de 2017

Campanha de RPG: Expedição a Ilha Kroa. CAPÍTULO 14: Luta nas cavernas, Luta na floresta

PROLOGO: Conversa de Estalagem
CAPÍTULO 1: Heróis Improváveis.
CAPÍTULO 2: Capitão Harub!
CAPÍTULO 3: A partida do Porto!
CAPÍTULO 4: Luta ou dança?
CAPÍTULO 5: O ataque dos Kobolds!
CAPÍTULO 6: A entrada para o Quadrilátero da Névoa!
CAPÍTULO 7: Duelo em alto-mar! Harub vs Edgard!
CAPÍTULO 8: Espólios
CAPÍTULO 9: O segredo do Capitão Harub
CAPÍTULO 10: Explorações e descobertas
CAPÍTULO 11: Combate na vila élfica!
CAPÍTULO 12: Novos companheiros, novas jornadas.
CAPÍTULO 13: A Fortaleza Flutuante


CAPÍTULO 14: Luta nas cavernas, Luta na floresta


O grupo entra pela passagem. O som de água fica mais nítido. A medida que avançam o ambiente fica mais e mais claro! Gigantescos cogumelos florescentes iluminam o ambiente. A caverna se abre em um grande salão. Um riacho corre ao fundo e, do outro lado, várias entradas. É um local imenso, mas nem sinal do Dragão.
-Nenhum rastro da fera. – Aponta Caliel para o solo. – e imaginar que minha comunidade sempre evitou a região. Foi fácil entrar!
-Facil até demais. – Renk estava plenamente alerta. – Não fiquem confiantes demais. Cometer erros contra dragões é cavar a própria sepultura
Harub fareja o ar atenciosamente.
-Este cheio... é de agua salgada do mar! Como pode? Aquele riacho pode estar ligado ao mar pelas cavernas! Impressionante.
-A criatura poderia então sair pela água com tranquilidade. Parece fundo o bastante. Devemos...
Renk é interrompido por um movimento na água! Duas criaturas saem do riacho guinchando!
-São Chuuls! Essas coisas habitam o litoral! Devem ter subido pelas cavernas.
-Sinto a agressividade, estão protegendo território! Vão atacar! – Luna adverte.
Karim e Renk avançam sobre as criaturas. Elas parecem furiosas com a presença dos heróis e levantam as garras ameaçadoras.
-São imensos! Quase do tamanho de um cavalo! – Comenta Renk empolgado. Lutar contra criaturas é um desafio que aumenta o apetite do meio-elfo por pelejas.
Karim estuda a criatura a sua frente. Suas laminas conseguiram perfurar a carapaça duríssima dos monstros?
Caliel e Luna correm em direção de um dos cogumelos gigantes. A elfa apruma o arco. Amaldiçoa a si mesmo por usar um arco orc, mas era o que tinha disponível. Os monstros receberiam sua frustração pelas flechas.
Luna fica a retaguarda de Renk. Da ultima vez, o meio-elfo quase morreu. Era preciso ficar vigilante
Harub saca a pistola e atira na criatura. A bala acerta a garra e resvala.
-Duro como pedra! Cuidado, todos vocês! Esses bichos estão fora de seu ambiente, devem estar loucos de ódio!
A criatura a frente de Harub golpeia com a garra. O impacto no solo racha o chão!
O outro monstro começa a escavar o solo com as poderosas garras. E do chão extrai uma rocha imensa, quase do seu tamanho!
-Ele vai joga-la! Protejam-se! – Grita Karim, enquanto avança.
A rocha voa em direção aos heróis, Renk olha para trás
-Pode acertar a Caliel...droga! – O meio-elfo mantem a posição e recebe o impacto da rocha, que o joga para trás.
Harub salta para frente e fica de cara com a criatura. Aponta o sabre para o monstro:
- Venha monstro! Meu sabre precisa desenferrujar um pouco!
Caliel estava prestes a lançar uma flecha quando estilhaços da rocha a atingem. A flecha que estava aprumada no arco voa para o alto e se perde no fundo da caverna.
- São bem inteligentes...pressentiram que iria atirar!
Assim que Harub se coloca na frente do Chull, este corre em direção a Renk, ainda caído! Quase que o Canita é atropelado!
-DROGA! – O meio-elfo cruza os braços sobre o rosto.
A martelada da garra o acerta em cheio. Estilhaços de rocha voam com o impacto!
Luna vai em direção a Renk para prestar auxilio. O colega está em apuros!
Karim saca a espada, tentando se colocar entre o monstro e os demais companheiros.
O Chull que lançou a rocha para rosnando na frente da Shinigami. Tenta golpea-la com suas potentes garras, mas erra
-Ele é bem forte, mas lento. Devo ser cautelosa! – Conclui a Shinigami.
O monstro golpeia novamente, a garra desce sobre o meio-elfo.
Era o momento de reagir.
Renk larga a espada e segura o golpe com as duas mãos!
-Você.... não vai ter .... outra chance! – O meio-elfo desvia da garra e rola, pegando novamente a espada!
-SUA LAGOSTA INFELIZ! TOME ISSO!!!
Um relâmpago sai da ponta da arma, atravessando o monstro e partindo em direção do outro Chull, que também é atingido!
-Agora vi serviço, mestre meio-elfo! – Harub golpeia uma das pernas da criatura, arrancando carapaça e sangue.
Luna se aproxima de Renk e inicia uma magia de cura
-Seu louco! E se ele golpeasse com as duas garras? Voce não teria como esquivar!
-Eu... dou conta! – Renk estava ofegante. Apesar da magia curar suas feridas rapidamente, o movimento fora muito mais cansativo do que parecia. Era como se a espada tivesse sugado mais energia do que de costume.
O Chull a frente de Renk recua guinchando. O ataque o feriu, mas parece que tem algo a mais.
-A...minha tocha? – Luna observa como o monstro encara a tocha com atenção a medida que recua – Ele... TEM MEDO DE FOGO!
O monstro a frente de Karim golpeia novamente. A Shinigami desvia do golpe com agilidade, golpeando o flanco do monstro. Os golpes não parecem surtir muito efeito.
Caliel fica estática. Já caçou varias vezes com seu povo, mas nunca tinha visto tamanha improvisação e trabalho em equipe ao mesmo tempo! Queria engajar no combate, mas como?
Renk se desloca para a lateral de guarda fechada, dando espaço para Luna.
- Sua vez Luna! Faça sua luta! – Se a criatura se movesse para atacar a sacerdotisa, o meio-elfo seria impiedoso.
Caliel sai do esconderijo e puxa a corda do arco. As criaturas receberiam um tiro inesquecível.
O Chull recua, mas ainda tenta golpear Luna, que segura uma tocha na mão enquanto faz uma prece.
-Que a luz da paz brilhe sobre os aflitos! SANTUÁRIO! -  Uma aura protetora brilha sobre a sacerdotisa. As criaturas recuam com as garras para cima.
Agora! Karim, Caliel! – Luna sabia que os monstros não ficariam inertes por muito tempo
- Peguem isso! – Caliel dispara. A flecha cruza a caverna e passa pela tocha, retirando preciosas labaredas, deixando o projetil incandescente! Ao cair, o chão começa a pegar fogo!
- O chão está cheio de guano e turfa inflamável! Onde cair chamas, terá fogo! – A elfa estava surpresa com a percepção dos companheiros. Eles rapidamente mudaram o foco da luta para uma captura. Então, ela também se adaptaria.
Karim pega outra tocha e começa a tocar os Chulls. Agora estavam bem juntos. Será que Luna conseguirá amansa-los?
Capitão Harub acende outra tocha e corre para o lado oposto. Assim as criaturas ficariam quase cercadas!
Os heróis ficam de prontidão para a tentativa de Luna. Qualquer movimento seria retaliado.
Uma das criaturas tenta fugir, mas Harub sacode uma das tochas e espanta ela para o centro da armadilha
- Vocês não estão em seu território. Foram trazidos aqui, não é? Não precisam temer o fogo ou nós.
A aura da sacerdotisa iluminava seu corpo. Todos na caverna sentiam menos agressividade. Esse é o real poder dos Clerigos de Lena, o poder de acalmar as emoções para preservar a vida.
As criaturas abaixam as garras. Elas se renderam.
-Não são totalmente ignorantes, mas podem se assustar fácil, mantenham só uma tocha acesa! – Os heróis apagam as tochas, mantendo apenas a da sacerdotisa.
-Não acredito que conseguimos doma-los! – Renk observa os monstros andando pela caverna, mascando fungos recolhidos do chão.
-Não estão domados. Somos apenas bem-vindos enquanto não fizermos nada agressivo, ouviu Sr. Guerreiro? – Luna belisca a bochecha do meio-elfo.
-S-Sim! Devemos continuar! Para onde vamos? Tem varias entradas não? – Renk observa as passagens após o riacho.
- O vento sopra da passagem da direita. – Caliel pondera enquanto cruza o riacho com um salto.
- Sinto algo mórbido na passagem do centro. – Karim comenta enquanto avança.
- Sinto cheio de confusão em qualquer passagem! – Capitão Harub ironiza.
***
KALI salta para uma arvore e saca um arco. Apruma DUAS flechas na arma e mira cuidadosamente.
-Vamos mestiço. Dance com minha irmã! – Diz a elfa-negra, bem humorada.
-Uma vai ficar me espetando enquanto a outra ataca – Conclui Smash. Vai ser um duelo injusto...
O meio-elfo não tem tempo de concluir o pensamento. De repente, tudo fica escuro como a mais profunda noite!
-Escuridão magica, a habilidade natural dos elfos-negros. Essa eu ví chegando de longe!
Smash saca a espada magica:
-“ - Caex! Vaeri persvek vargach!” (Espada! Dance na batalha!) – O brilho da espada dançante flutuando no ar cria um mínimo campo de visão.
-Vai ter que bastar...Quando terminar aqui, o Renk vai morrer de inveja!- Com toda a confiança, Smash saca a adaga, sabe qual é o próximo movimento do inimigo
- Vamos garota... faça seu movimento... – Smash abre os olhos o máximo possível. Teria que captar quaisquer fragmentos de luz para ter certeza do ângulo.
-Pela direita! – O reflexo da lamina da elfa-negra reluz no breu. O meio-elfo se inclina para traz, quase caindo, e agarra o braço da elfa-negra, torcendo-o
De repente, o zunido de uma flecha rompe o silencio. Era Kali disparando em ataque coordenado com a irmã!
-Sincronia perfeita! – Smash puxa Krisna e a coloca de frente para o disparo. A elfa negra leva a flechada certeira na perna!
-MESTIÇO DESGRAÇADO! KALI! ELE TENTA....
Smash rasga o rosto da elfa-negra com a adaga. Não daria tempo para ela avisar a colega sobre o ardil.
Com a mão no rosto, Krisna não percebe a espada de Smash voando em sua direção.
A espada do meio-elfo golpeia o flanco da elfa-negra, a fazendo se afastar, deslocando a bolha de escuridão a sua volta junto com ela.
-Droga! Lá se vai a cobertura! – Smash tenta saltar, mas outra flecha é disparada. Kali manteve duas flechas prontas desde o inicio do combate. Esta acerta o meio-elfo de raspão, no braço esquerdo.
-Nunca subestime um mestiço. – Smash sorri com malicia enquanto limpa a adaga. – Vamos moças, vamos continuar dançando.
-TOMA ISSO ELFA MALDITA! – Smash arremessa a lança que recolheu do elfo-do-mar, ela voa de modo incrivelmente reto!
-Ele nunca vai conseguir me acert...- a bravata da elfa-negra é interrompida quando a lança travessa seu tórax!
-Como...é possível...- A escuridão se dissipa. Krisna vê seu inimigo sorrindo pela ultima vez.
-Como? Sorte, oras. Nimb sempre sorri para os mais ousados.
É quando um raio cai sobre a elfa-negra, calcinando seu corpo! Era o efeito magico oculto da lança em funcionamento!
-Sorte dupla. E aí moça da arvore? Vai brincar mais com o mestiço?
A elfa negra salta da arvore e corre! Está fugindo!
- Maldito mestiço! Está cheio de truques! – Kali praguejava enquanto corria pela floresta –  Mestre Zanzer vai me esfolar por causa desse fracasso!
- Ele não vai ter tempo para isso. – Diz Smash, correndo ao lado da elfa negra!
Kali mal tem tempo para se defender. Cruza os sabres sobre o peito, para evitar o ataque.
Que vem por traz.
A espada magica atravessa as costas da elfa negra. Smash tem tempo de chuta-la na direção da arma, que fica junto de seu corpo inerte.
- Poxa, devia ter tentado captura-la. São mais frágeis do que imaginei. Bem, mãos a obra!
Smash faz a macabra tarefa de cortar a cabeça da elfa, recolhe as coisas dela em sua mochila e vai em direção do outro cadáver, fazendo o mesmo.
Observando com atenção, o meio-elfo entende algumas coisas sobre suas oponentes.
- São bem jovens. Talvez até inexperientes. Acho que só a primeira sabia usar a escuridão magica... espero que tenham vindo sem avisar os superiores, senão vao partir em busca das duas desgarradas.
Smash corre em direção ao acampamento. O sol estava cada vez mais intenso. Seu corpo pesava com o equipamento a mais. Ele suava, muito.
-Tem... algo errado... não devia ser tão puxado... – O meio-elfo bota a mão no rosto e sente um calor intenso. Está com febre!
- Veneno? Quando? – Ele vasculha a mochila e retira a adaga de Krisna. Ao cheirar a lamina, a constatação.
- Que.... vacilo....
Smash cai, sozinho, na floresta
***
Smash acorda em uma grande cabana, sob um cobertor de pele. O cheiro forte de couro invade seu olfato e o deixa um pouco enjoado.
-Onde estou? Que tipo de cabana de bárbaros é essa? – O meio-elfo observa a “coleção” da cabana: Cabeças de animais e carapaças enfeitavam toda a parede circular da residência. Toda a sorte de predadores. Cascos blindados e espinhosos. Chifres e presas. Ao centro, uma fogueira crepita dentro do crânio de um Tiranossauro!
-Preciso sair daqui. Avisar os outros sobre a fortaleza e o dragão!. – Apesar da tentação de revistar em busca de tesouros, tinha que pensar de modo prioritário. Estava apenas de calças, sem nenhum equipamento. Sentia que o veneno perdera o efeito, mas o cansaço era terrível. Teria que improvisar. Ele vai até a única saída e espia.
Ao puxar a pele de animal que servia de porta para a cabana, Smash viu a real natureza do local onde estava.
-Uma vila sob arvores gigantes... muito bem camuflada. Vai ser dureza escapar. Vou precisar de minhas coisas. –Pondera o meio-eflo.
Nas sombras, uma voz sibilante responde.

-Obrigado pelo elogio, caçador-solitário. Vejo que nossa drogadora conseguiu te colocar em pé bem rápido. Fico satisfeita. Tenho algumas perguntas a lhe fazer!

sábado, 7 de outubro de 2017

Campeonato de Silêncio 2017!!!!

E vamos a mais uma fase do Campeonato Interclasse de Silêncio Absoluto da Escola Maria Isabel Nevez Bastos no ano de 2017!!!

Esse Quarto Bimestre promete! Veremos o resultado final desse ano! Boa sorte a todos!


quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Campanha de RPG: Expedição a Ilha Kroa. CAPÍTULO 13: A Fortaleza Flutuante!

PROLOGO: Conversa de Estalagem
CAPÍTULO 1: Heróis Improváveis.
CAPÍTULO 2: Capitão Harub!
CAPÍTULO 3: A partida do Porto!
CAPÍTULO 4: Luta ou dança?
CAPÍTULO 5: O ataque dos Kobolds!
CAPÍTULO 6: A entrada para o Quadrilátero da Névoa!
CAPÍTULO 7: Duelo em alto-mar! Harub vs Edgard!
CAPÍTULO 8: Espólios
CAPÍTULO 9: O segredo do Capitão Harub
CAPÍTULO 10: Explorações e descobertas
CAPÍTULO 11: Combate na vila élfica!
CAPÍTULO 12: Novos companheiros, novas jornadas.


CAPÍTULO 13: A Fortaleza Flutuante

A montanha se mostrou um obstáculo razoável, mas não pela sua parte Sul. Smash escalou as pedras com precisão e cuidado. Quando encontrou o ponto que Karim indicou, percebeu a dimensão dos problemas.

O castelo flutuante estava a no fundo do vale, a sua frente.

-É grande. Deve caber mais de cem criaturas tranquilo... e o pior e que está flutuando bem alto, mais de vinte metros. Eles devem ter montarias aladas ou cordas para entrar. Vamos mais perto.
Ele desceu a encosta. Se estivesse sem a capa e as botas élficas, seria uma presa fácil. O equipamento realmente parecia encantado. Pequenos lagartos e aves só percebiam o meio-elfo quando este estava prestes a toca-los!

-Vou agradecer a princesinha elfa depois, da-lhe artesanato élfico! – Pensou o furtivo guerreiro.
Smash chegou a quase dois kilomentros da estrutura. Agora via com detalhes a movimentação abaixo. Ele sacou uma luneta que “emprestou” do Capitão Harub:

-Nossa! Estão desmatando tudo abaixo do castelo. Devem precisar de combustível ou reparos. Ah, tem uns andaimes na muralha, devem estar reparando. A estrutura parece antiga... o que?

O meio-elfo vê vários humanoides trabalhando. A  anões presos por uma única corrente. Estão cortando e arrancando galhos de arvores. Mais abaixo da muralha, outra dezena deles aplainam a madeira e fazem tabuas. Orcs se espalham pelo local, dezenas e dezenas indivíduos.

É quando ele os vê.

Saindo de uma cabana, surgem quatro elfos negros. Seus cabelos brancos e pele roxa eram inconfundíveis. Eles pareciam incomodados com a luz solar e colocam capuzes. Vistoriam o trabalho dos escravos.

-N-Não pode ser! – Smash esfrega os olhos quando percebe quem também sai da cabana.
Orunas, o tenente Ogro!

Estava completamente vivo! Não tinha sinais de combate, mas seguia os elfos de modo submisso. Provavelmente era subordinado das maléficas criaturas.

O Ogro saca uma corneta e a toca ao comando dos elfos. Varios orcs se reúnem enfileirados a frente dos vilões. Começam a mostrar armas e posições de batalha para seus mestres.

-Inspeção de tropa! Estão se preparando para partir! Devem ir a caça do nosso acampamento!
A fileira começou a se mover. Correiam para o norte.

-Eles devem tentar dar a volta nas montanhas pelo norte, até a vila élfica queimada, e nos rastrear de lá. – Smash relembra o tempo que passou na área de combate antes de se reunir aos colegas, apagando os rastros da retirada do grupo – Conseguimos fazer vários distratores, mas tudo isso me incomoda...

De repente, uma muralha do castelo explodiu.

-Por Nimb! – Smash exclama assombrado quando ve a parede de pedra despedaçando.

 Todo o castelo se inclinou. Pedras caiam, escravos despencavam caucinados. Uma voz de trovão irrompeu por todo o vale e montanhas próximas.

-ZANZER! SAIA DESSA CONCHA VELHA E ME ENFRENTE!!

O som quase derrubou Smash desfiladeiro abaixo. Uma sensação gélida percorreu sua espinha e ativou seus instintos mais primitivos de fuga. Era como se um predador o espreitasse.

-E-Essa sensação...é....um Dragão! – Smash se escondeu melhor. Sabia o que vinha a seguir.

A fera cruzou o ceu. Suas escamas verdes brilhavam cintilantes. Era imenso, quase trinta metros. Um dragão grande ancião, o maior representante de sua espécie. Mal era possível olhar para ele. Smash tremia como um rato cercado por serpentes. A aura de pânico do monstro era tão potente que vários escravos e orcs morreram com o susto.

Uma voz saiu do castelo. Era sóbria e convicta:

-POIS MUITO BEM FERA! POUPOU-ME O TRABALHO DE CAÇA-LO EM SEU COVIL! JÁ SEI COMO FUNCIONA SEU TRUQUE, ENTÃO LHE DAREI UM POUCO DO PODER QUE A FORTALEZA TEM A OFERECER!

Do topo da torre surgiu uma luz azulada. Ela se concentrou e o ar se encheu a sua volta se encheu de raios.

Um feixe de energia negra cruza o céu e acertou o dragão em cheio. O impacto desloca o ar criando um estrondoso trovão. A onda de choque arremessou o dragão longe, do outro lado da cordilheira, a dezenas quilômetros. Os orcs, elfos negros e o Ogro vibravam de alegria pela vitória.

Smash estava atordoado. Nunca vira uma demonstração de poder arcano tão apavorante.

-Calma, calma... – Smash dava tapinhas no rosto, para recobrar a atenção – Sempre tem um ponto fraco... Esse tipo de cara SEMPRE tem um ponto fraco. É o que papai diria.

Súbito, a fortaleza começou a descer, inclinada. Smash percebeu que o lado inclinado era onde estavam os andaimes de reparos.

-Aquele ponto não flutua legal? O tiro pode ter esgotado a capacidade de flutuação. – Concluiu o meio-elfo.

Vários escravos são destacados para subir em cordas em direção ao castelo. Um ciclo de reparos e torturas recomeça.

-Alí deve ser a entrada mais viável. Poderia ir por ali direto para o pátio interno...-Smash interrompeu o pensamento e olhou para a montanha. Renk a essa altura já devia ter encontrado o covil do Dragão! E o balsamo? E a troca de vidas?

-Lascou-se! Ou o Renk encontra o covil vazio e não dá em nada ou acha um dragão ferido e mal-humorado! – O meio-elfo se levantou e correu. Era preciso chegar nos companheiros antes dos regimentos orcs ou do dragão.

-Para descer até Nimb ajuda! – Smash saltou mais um trecho da montanha. Era risco de queda, mas pelo menos dali não seria mais avistado pelos comparsas de Zanzer.

-O ataque do Dragão atrasou toda a operação do sujeito, agora era preciso reunir o pessoal e partir, ou para o ataque, ou para a defesa da nossa base – Smash ponderava enquanto pulava de pedra em pedra, descendo a encosta ingrime. A floresta densa se aproximava cada vez mais.

Mais um salto, quase dez metros. Ao cair, Smash segurou nos galhos da copa de uma arvore logo abaixo. Apesar da velocidade, parecia que as plantas reagiam ao toque do meio-elfo com silencio.
-Essas roupas élficas são MESMO magicas! Assim ninguém vai me detectar tão cedo...
De repente, como que por encanto, um pedaço da armadura de couro rasgou. Um corte profundo se formou e o sangue começou a correr.

Por instinto, Smash mudou de direção e saltou novamente. Sentiu sobre a cabeça um movimento rápido e preciso. Um pedaço da touca da capa rasgou com a flecha endereçada a sua cabeça.
- Oh... veja isso, irmã. Ele esquivou! – Uma figura feminina apareceu de tras de uma arvore, segurando dois sabres.

- Quem diria... olhe! Não é um elfo puro! É um mestiço! Essa ilha é cheia de surpresas. – uma outra desceu de um galho a poucos metros de Smash.

-Sou Krisna. Aquela é minha irmã Kali. E você é um meio-elfo morto. Não vai mais bisbilhotar a fortaleza do mestre Zanzer!

As duas elfas negras, usando armaduras de couro negras se aproximavam confiantes. Seus olhos brancos, sem pupilas, contrastavam com sua pele arroxeada. Seus cabelos brancos estavam amarrados em rabos-de-cavalo.

-Pensou que não perceberíamos? Não notaríamos sua presença?

Smash vasculhou rapidamente onde falhou. Se escondera tão bem... conseguia visualizar toda a fortaleza com a luneta...

-Droga, o brilho do vidro da luneta! Que vacilo....

Smash colocou a mão no ferimento e fez uma expressão de dor. O corte não era profundo, mas parecia. Poderia surpreende-las, fingindo que estava ferido demais e tentar fugir. Ou combate-las e tirar mais preciosas informações.

-Aff... que enrascada me meti... – Conclui para si mesmo.

***

Os heróis avançavam pela floresta. Com Caliel à frente, o caminho tornou-se mais fácil, um bom trecho foi vencido sem problemas.

-A partir daqui é território do dragão. Minha comunidade não se aventurava por aqui. – Apontou a elfa da floresta.

-Então é hora de desbravarmos! – Capitão Harub tomou a dianteira.

-Quanta empolgação Harub! O que deu em você? O ar da floresta fez brotar um aventureiro ai? – Renk o ajudou a cortar a mata para passarem.

-Não, mestre meio-elfo. Somente estou ansioso em encontrar o local do descanso final de minha mãe. Foi no covil da criatura que ela pereceu para me salvar. Fui trazido a praia pelo próprio dragão! Mas agora posso dar um funeral descente a ela!

O canita avançou mais vigorosamente. Naquele momento, Renk admirou a longa vida de lutas e perseverança daquele homem.

-Já vejo a base da montanha! – Karim acenou do topo de uma arvore.

-Estranho. A força vital do dragão já seria perceptível daqui! – Luna fechou os olhos e se concentrou para aumentar a amplitude de sua percepção. – Talvez a força vital da floresta esteja interferindo. Se for, é uma excelente camuflagem.

-Se ele nos ameaçar, sentirei de imediato. Veja, a mata está menos espessa. – Renk avançou até uma clareira. Harub logo atrás.

-Chegamos. É aqui com toda a certeza! – Harub observava a frente com olhar determinado. A entrada da caverna era imensa. Uma bocarra na montanha. Samambaias cresciam ao redor, não havia sinal de ameaça.

-Vamos entrar! Preparem-se! – Renk tirou os equipamentos da mochila com uma estranha alegria.
Lugares como aqueles eram um convite para qualquer aventureiro.

– Hora de se arrastar em cavernas!

sábado, 2 de setembro de 2017

CONTOS!

Resultado de imagem para jedi vs sith
Saudações Rpgisticas!

A um tempo atrás, eu e a Professora Renata jogamos uma partida amistosa de Star Wars RPG, para que ela conhecesse o sistema de regras. Decidimos que seria um duelo entre um Cavaleiro Jedi e uma Darth Sith!

A partida foi tão interessante que gerou esse conto. Espero que gostem. Você pode le-lo aqui na postagem ou acessa-lo pelo link do Wattpad, também abaixo. Boa leitura =D

Link do Wattpad: CLIQUE AQUI

Duelo

As estrelas param de passar a velocidade da luz e se alinham novamente. Darth Guima chega a seu destino. Ela observa o planeta Eadu, um planeta usado pela antiga Republica como base de operações próxima à fronteira com a borda exterior. Hoje, ele é propriedade do Império. Hoje, ele é um dos locais usados para os experimentos com as novas armas do Império.

E também um inesperado campo de caça para a Sith Darth Guima.

Desde que a Inquisição Jedi teve início com a morte de toda a Academia Jedi na Capital e a ascenção do Imperador Palpatine, Darth Guima tem caçado impiedosamente os dissidentes Jedi. Vários caíram sob os golpes precisos de seus sabres. Mas um tem sido especialmente difícil de agarrar.

O comunicador de sua nave ativa. A silhueta azulada de um stormtrooper aparece no painel de controle.

-Lady Guima, detectamos sua presença na orbita de Eadu. Precisa reabastecer ou...

-Quem diria... bem embaixo de nossos narizes... – A guerreira interrompe o subalterno, ao sentir a suave perturbação na Força emanando do planeta – O rato traiçoeiro veio direto para um planeta sob nosso controle, na esperança de que não o encontrássemos. Avise Lorde Palpatine que em breve trarei a cabeça de Haguen Robva e a localização de Obi-Wan Kenobi!

***

Em um rochedo, sentado tranquilamente, Haguen Robva observa as estrelas. Apesar do frio, suas roupas praticas e seu manto eram sua única proteção. Desde os tempos da Academia Jedi ouvia de seus colegas que sua resistência ao frio era admirável.

-Ei, R4! Saia dessa caverna e venha ver o céu!

O Droid cilíndrico, com rodas emborrachadas, sai apitando da pequena caverna que serve de refúgio e moradia para a dupla. Ele traz uma lata com um liquido espesso e fumegante presa em sua garra mecânica.

-Frio? Você deve estar com os sensores térmicos com defeito! Quando fizer 5 graus, falaremos sobre frio! – O Jedi pega a lata e pisca para o droid – Valeu amigão.

Subitamente Haguen sente algo. Era como se alguém o observasse. Um predador.

Olhando de cima.

Das estrelas.

-Epa... – O Jedi começa a beber sua sopa – Parece que teremos visitas, R4.

 ***

Darth Guima anda pelas ruas da cidade mineradora de Turnath com uma expressão sombria. Aquela aglomeração, o cheiro de produtos químicos misturado com o suor dos trabalhadores das mais variadas raças da galáxia, trazidos ali por sua tola ganancia e presos pela força da escravidão. Tudo ali a desagradava. Para a Sith, o ambiente fedia a covardia. O medo do chicote e da morte emanava dos servos do Império. Lembrou de sua infância, quando fora vendida como escrava para trabalhar em uma cidade praticamente idêntica a essa.

O medo de morrer permeou aquela existência. Foram anos de trabalhos forçados para apenas, no fim de um dia de trabalho, receber uma porção minúscula de comida. Esta era roubada pelos outros escravos mais fortes. Toda noite, dormia com fome.

Até que a fome superou o medo.

Então a fome se transformou em ódio.

E o ódio a transformou.

Quando tentaram roubar sua comida, seus olhos brilharam. Suas mãos brilharam. Relâmpagos de ódio e frustração calcinaram seus inimigos.

Em poucos dias, a Ordem dos Sith a encontrou. Eles ajudaram Darth Guima a canalizar seu ódio para a falsidade do Lado Luminoso. Ela era agora uma ferramenta do Império. Uma Inquisidora dos Jedi.
Ao sair pelos portões da cidade, a Sith vislumbra um deserto rochoso. Durante centenas de anos, a região fora usada para exploração mineral, portanto a área era um labirinto de tuneis, vales e desfiladeiros.

Darth Guima fecha seus olhos. Ainda era possível sentir as emanações da Força vindas de um desfiladeiro, a alguns quilômetros dali.

-Você não quer mais se esconder, não é? – a guerreira fecha os punhos cheia de raiva - Que a caçada comece!

***

Sob o topo de um desfiladeiro, Haguen observa o horizonte, pensativo. A Força emanada pela Sith podia ser sentida facilmente. O droid do Jedi se aproxima e solta um chiado.

-Você está muito negativo, R4. Vai tudo acabar bem. – O Jedi coloca a mão sobre a cabeça do amigo.
O robô chacoalha e apita. Enquanto acaricia seu companheiro mecânico, Haguen sente uma perturbação na Força.

O desejo assassino de Darth Guima o alcança.

-É realmente um Sith. Farei o possível para ficar inteiro. Enquanto a você, vá para a caverna. – Haguen vê uma silhueta se movendo a uma centena de metros de distância – A coisa vai esquentar por aqui.

A presença de Darth Guima é assustadora. O manto negro parecia extinguir a luz a seu redor. Em suas mãos, os cabos de seus sabres de Luz. Os olhos amarelados fixos em seu alvo.

Haguen salta agilmente e desce até a entrada do desfiladeiro. Recepcionaria a visitante no mesmo nível. Sacou o sabre de luz e disse:

-Bom dia! Posso ajuda-la em algo?

A piada fez Darth Guima tremer de raiva. Estava prestes a descarregar seu ódio sobre aquela figura patética.

-Você poderia parar de fugir. E, se entregar a localização de Obi-Wan Kenobi, prometo que te mato rápido.

-Mestre Obi-Wan está ocupado no momento, gostaria de deixar um recadinho?

-O SEU CORPO MORTO VAI SER O RECADO! – a Sith liga os dois sabres, que brilham em vermelho e avança sobre o Jedi.

Haguen mal teve tempo de ligar o seu próprio sabre e aparar o ataque furioso da Sith. O brilho verde de sua arma se chocou com a sequencia mortal de ataques, empurrando o Jedi para traz.

-Rápida você! Vejamos como lida com isso! – Haguen apara outro golpe e recua para dentro do desfiladeiro.

-NÃO VAI MAIS FUGIR! – A Sith joga um dos sabres ligado na direção do Jedi, que instintivamente repele o ataque com sua arma.

Porém, percebe que seus pés não tocam mais o chão.

-Ai... droga.

A Sith jogou o sabre como distração, para que seus poderes telecinéticos não fossem bloqueados. Agora tinha o Jedi flutuando indefeso.

Ela o joga com toda a força contra uma das paredes do penhasco. Pedaços de rocha se descolam com o impacto. Darth Guima aponta para a sua arma caída, que retorna as suas mãos.

-Poxa vida moça... você não dá tempo para a gente resp... – Antes do Jedi terminar a bravata, Darth Guima já estava sobre ele, golpeando com os dois sabres de luz.

Em um movimento de sobrenatural velocidade, Haguen se esquiva e fica de pé a alguns metros de distancia. O Jedi começa a murmurar algo. Darth Guima comenta com desdém.

-Esse truque da velocidade Jedi tem um preço. Você não vai conseguir mantê-lo por muito tempo. Já usou duas vezes. Já eu... – Ela deixa o sabre esquerdo cair e ergue a mão em direção ao Jedi – Tenho poder ilimitado!

Porém, ao direcionar sua Força em direção do inimigo, Darth Guima não vê mais o Jedi. Ele simplesmente desapareceu bem na sua frente.

-MALDITO! VAI FUGIR DE NOVO, NÃO É?? – O ódio de Guima transbordada. Seus gritos reverberam nas paredes do desfiladeiro.

-Não minha cara, chega de fugir. – O som da voz de Haguen ecoava nos corredores rochosos, impedindo Darth Guima de localiza-lo – Hoje terminamos isso. Escolhi a dedo esta arena. Não era você que me perseguia. Era eu que a guiava para MINHA ARMADILHA!

Saindo das sombras, Haguen golpeia as costas da Sith. O rasgo cauteriza na hora com o calor.

A Sith se vira e golpeia em uma velocidade absurda. Haguen tem o peito rasgado pelo golpe. Se não tivesse dado um passo para traz instintivamente, teria sido cortado no meio. Os olhos da Sith agora são de um vermelho vivo. Não há resquício de qualquer piedade em seu olhar. O instinto assassino se apoderou de Darth Guima.

O Jedi recua mais alguns passos e assume uma postura defensiva. Aquela era a famosa aura de medo dos Siths. Se tentasse usar a Força contra ela naquele momento, perderia a vida em um movimento.
Os dois sentem a gravidade dos ferimentos e cambaleiam. O próximo golpe pode ser o último.
Darth Guima larga os dois sabres e aponta os braços em direção ao Jedi.

-MORRA!!!! – De suas mãos saem relâmpagos azulados que acertam em cheio Haguen. A energia o trespassa e o Jedi grita de dor. Os raios iluminam as paredes do desfiladeiro.

Haguen sente mais que dor. Aqueles raios eram carregados de ódio. Cheios de uma dor que não era apenas dele. Eram uma força sombria gerada a partir do medo. Era como se, lá no fundo, quem estivesse com medo fosse a própria Darth Guima.

O Jedi se levanta e corre, agora na direção da Sith. Os raios rasgam sua túnica, mas ele continua avançando. Os raios queimam sua pele, mas ele continua avançando. Os raios quebram seu sabre de luz, mas ele continua avançando.

-PORQUE VOCÊ NÃO MORRE??? – Darth Guima ergue os braços para concentrar mais seu poder e reduzir o Jedi a cinzas.

Nesse momento, Haguen avança com o último resquício da Força que guardara.

O Jedi acerta um soco no rosto da Sith, com toda a sua força. O impacto foi tamanho que Darth Guima é levantada do chão, para cair de bruços na areia ainda quente do deserto.

-Os... Jedi são os protetores... da vida na Galáxia!! – Haguen diz enquanto se aproxima da oponente enquanto ela desmaiava. – Hoje consegui proteger duas vidas. A minha e a sua.

***

Darth Guima se levanta assustada. Estava dentro de uma gruta estruturada para mineração. As imagens de sua infância retornam com toda a força e ela coloca a mão na cintura, mas não encontra seus sabres de luz.

-Se está procurando seus sabres, usei as peças deles para consertar o meu. – Haguen Robva comenta enquanto atiça o fogo de uma fogueira no centro da gruta. Nela, um caldeirão de sopa ferve.

-Por que você não me matou? Sou uma Sith, sua inimiga jurada. Não há sentido em me deixar viver. 
– Darth Guima se senta no chão. Estava cansada, enormemente cansada. Ter usado tanto da Força exauriu seu corpo.

-Guardiões da vida na Galáxia, lembra? Além do mais, você não é mais uma Sith.

-Como assim? Lord Palpatine me sagou Sith e uma Darth! Sou uma Inquisidora!

-Bem, você falhou em me derrotar. E olha que não sou lá grandes coisas como guerreiro – Haguen dá um sorriso sincero – Apesar de ter me dado um belo estrago. Duvido que o seu querido imperador vai aceita-la de volta. Ele é muito bom em detectar mentiras. Afinal, ele é o maior mentiroso dessa Galáxia.

Guima sente seu coração apertar. Haguen tinha razão. O imperador saberia daquele fracasso e a mataria sem hesitar. Estava acabada. Sua vida como Inquisidora estava acabada. Sem esperanças, a guerreira abraça as próprias pernas e chora.

-Mas, sempre há uma nova esperança. – Haguen pega um pouco da sopa com uma concha e coloca em uma lata. – Não é verdade, R4?

O robô passa pelo Jedi e pega a lata, prontamente levando o alimento até Guima.

Era a primeira vez que alguém dava comida para Guima. A primeira vez que ela não precisava tomar para ter. O primeiro ato de piedade.

Um sorriso franco, o primeiro, surge em seu rosto.

Ela aceita a sopa.